Frio aumenta número de pessoas com doenças respiratórias

O inverno ainda não chegou, mas a cidade já tem registrado o clima frio e seco, comum nesta época em Itabira. Com a queda de temperatura aparecem aumento de doenças que podem afetar a saúde da população com mais facilidade, como alergias e doenças respiratórias. Nos hospitais da cidade o número de pessoas com estes […]

Frio aumenta número de pessoas com doenças respiratórias
O inverno ainda não chegou, mas a cidade já tem registrado o clima frio e seco, comum nesta época em Itabira. Com a queda de temperatura aparecem aumento de doenças que podem afetar a saúde da população com mais facilidade, como alergias e doenças respiratórias. Nos hospitais da cidade o número de pessoas com estes problemas já é crescente, principalmente de crianças e idosos, que possuem um baixo sistema imunológico. No entanto, com algumas medidas simples podem ser prevenidos melhorando a qualidade de vida das pessoas nos dias mais frios. 

Segundo o pneumologista do Hospital Carlos Chagas, Augusto Gonçalves de Araújo, as doenças mais comuns do inverno, com baixa temperatura e baixa umidade relativa do ar, são aquelas relacionadas com a fácil transmissão e com o trato respiratório como a gripe, o resfriado comum, rinite, sinusite, bronquite, pneumonia, asma e meningite. Ele alerta que alguns cuidados podem ser tomados para prevenir estas doenças. “A principal prevenção está em manter hábitos adequados de higiene como lavagem das mãos, evitar locais com aglomeração de pessoas e fazer uso de vacinas nos casos indicados. Para quaisquer doença, a prática de exercícios físicos e uma alimentação adequada e equilibrada também são importantes. Ambos fazem com que o organismo possa “combater” as infecções com maior rapidez e eficiência”.
 
Para quem têm alergias respiratórias o ideal é manter a higiene doméstica, evitando o acúmulo de poeira, que desencadeia diversas crises alérgicas. Pessoas com alergia devem ficar atentas a cobertores que soltam “pelos”. A recomendação é substituí-los por mantas de tecido sintético ou algodão para prevenir rinites e bronquites, com crises mais frequentes nesta época. Evitar tapetes, carpetes, bichos de pelúcia e convivência com animais com pelo também podem ajudar.
 
Algumas doenças de inverno devem ter um maior cuidado, conforme ressalta o pneumologista, em função de seu maior gravidade. São essas: a meningite, a pneumonia e a sinusite. “É preciso identificá-las o mais precoce possível. Deve-se ter atenção especial aos casos em que os sintomas estão persistindo além do habitual e que estão provocando sintomas mais graves como falta de ar, febre alta, prostração e dor de cabeça não aliviada por analgésicos comuns”.
 
Gripe e resfriado

Muitas pessoas acreditam que gripe e resfriado são a mesma doença e que um simples analgésico  pode resolver o problema, o que é um grande erro. O pneumologista explica que são doenças distintas. São duas enfermidades causadas principalmente por vírus, porém por vírus diferentes. O resfriado comum é causado principalmente pelo Rinovírus, e os sintomas são mais localizados como espirros, congestão nasal e coriza. A gripe é causada pelo vírus influenza, ocasionando sintomas sistêmicos como febre alta, tosse, secreção nasal, dor de garganta, dores pelo corpo e cansaço físico.
 
Em ambos o caso, conforme Dr. Augusto, a automedicação pode se tornar um perigo ao invés de ajudar, atrasando a identificação de uma doença mais grave. “sabemos que a principal complicação da gripe e do resfriado comum é a pneumonia e a sinusite, causadas por bactérias que “aproveitam” a debilidade do organismo e se instalam causando casos mais graves. É indicado a hidratação frequente, o uso de analgésicos e antitérmicos e o repouso”.
 
O correto é procurar auxílio médico em casos em que a duração destes sintomas está prolongada, principalmente acima de 7 a 10 dias.
 
 

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