Vereadores de Santa Maria visitam mineradora em Cuité e ouvem reclamações
Vereadores e o gerente Ari
Os vereadores de Santa Maria de Itabira Luiz Alves, João Cornélio e Olacir Aparecido, presidente da Câmara, fizeram uma visita às comunidades de Tatu, Cuité e Itauninha, regiões rurais do município santa-mariense, no dia 9 de maio. Em cuité, que fica a 40 quilômetros de Santa Maria, os políticos visitaram a mineradora do grupo Rede Gusa, que tem sido alvo de reclamações constantes dos moradores.
Olacir (Grilo), natural de Tatu, como conhecedor da região, foi o guia da expedição. Em Cuité, na sede da empresa, eles foram recebidos por Ari Virgilio, gerente, que falou das dificuldades da mineradora em operar na região. “Foram dois anos apenas investindo, sem vender um quilo de minério. Somente no ano passado começamos operar. Somos hoje 30 funcionários trabalhando e, mesmo com a crise econômica mundial de 2009, a empresa manteve todos os funcionários”, disse o gerente.
A principal reclamação dos moradores de Cuité, Tatu, Pedras e Limeira, em relação à empresa, são com as estradas. “Os caminhões pesados vêm trazendo transtornos e problemas respiratórios, por causa da poeira, para todos que moram no Tatu. A empresa disponibiliza um caminhão pipa para amenizar a situação, mas ele passa apenas duas vezes por dia”, reclama Amilar Alves de Oliveira, dono da principal mercearia da comunidade.
Os habitantes afirmam também que a Rede Gusa poderia dar mais manutenção às vias. As pessoas sempre sofreram com a situação caótica dos acessos, mas com o início das operações, a coisa piorou: o trânsito intenso de caminhões faz ceder as vias e já resultou até em protestos.
Royalties
À Rede Gusa, os vereadores questionaram o motivo de nos últimos meses a empresa não ter feito o pagamento dos royalties. “Achamos estranho que foi depositado apenas o valor de R$ 400,00 e viemos saber o motivo” disse Grilo.
Ari respondeu que não tinha autorização para fala sobre assunto, mas deu algumas explicações dizendo que não houve venda de mineiro nos últimos meses e que faltaram os pagamentos, pois a Vale, principal cliente, cancelou alguns carregamentos, alegando que material estava com baixo teor de ferro.
Calçamento de Tatu
Luiz Alves perguntou se havia possibilidade de a empresa ajudar no calçamento de Tatu. Ari respondeu que a empresa tem interesse em ajudar e que existe uma proposta, mas o valor oferecido (R$10 mil) foi considerado pouco pela Prefeitura.
Estima-se que os mil metros de calçamento de bloquete, proposto pela Prefeitura para Tatu, custem em torno R$200 mil. A pavimentação asfáltica, que é um processo mais rápido, ficaria em cerca de R$ 1 milhão.