Passo a passo do julgamento
Às 18h54 desta terça-feira, 19 de abril, o juiz Ronaldo Vasques, que presidiu o julgamento de Marcello Oliveira, deu a sentença: 17 anos de cadeia para o culpado de assassinar sua ex-esposa, Polyanna Carolina . O corpo de jurados foi formado por cinco mulheres e dois homens. Condenado a 17 anos de prisão em regime […]
Às 18h54 desta terça-feira, 19 de abril, o juiz Ronaldo Vasques, que presidiu o julgamento de Marcello Oliveira, deu a sentença: 17 anos de cadeia para o culpado de assassinar sua ex-esposa, Polyanna Carolina . O corpo de jurados foi formado por cinco mulheres e dois homens.
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Condenado a 17 anos de prisão em regime fechado
Júri sai para votação (18h25)
Depois dos argumentos da defesa e da acusação, o júri, composto por cinco mulheres e dois homens, saiu para votação. Resultado do julgamento de Marcello Oliveira, réu confesso no assassinato de Polyanna, deve sair em instantes.
Promotor diz que houve incoerências em fala de defesa (18h23)
Na réplica, o promotor Francisco Assis Santiago afirmou que os advogados de Marcello Oliveira foram incoerentes. O representante do Ministério Público disse que a defesa tentou passar por bom um homem capaz de matar com 18 facadas uma mulher. “Não há de se esperar de pessoas de bem que se esfaqueie outra pessoa”, enfatizou.
O promotor teve 30 minutos para falar e apontou que as qualificantes apontadas por ele não devem ser descartadas. “Dizem que quero uma pena muito grande, mas quem pegou a pena perpétua foi ela, a Polyanna. Querem colocar as atenuantes do Código Penal como uma vingança familiar. Isso é absurdo”, exclamou o promotor.
Logo após a fala do promotor, foi a vez da tréplica da defesa do réu. O advogado de Marcello Oliveira, Willian Mendes, afirmou que ninguém pode dizer que nunca vai matar alguém na vida. Segundo ele, o desejo de cometer um crime pode ser despertado em qualquer pessoa caso ocorra algo de muito impacto pessoal.
Willian voltou a afirmar que Marcello não planejou o crime e que essa qualificante deveria ser descartada. “Não estamos lutando por absolvição, sabemos que isso não vai acontecer. Queremos que ele tenha uma pena justa”, advogado.
Segundo advogado diz que Marcello não premeditou o crime (16h47)
Depois de Willian Mendes, o outro advogado de Marcello Oliveira, Silvio Alvarenga, entrou em cena. Ele também defende o réu confesso, acusado de ter matado com 18 facadas sua ex-mulher, Polyanna Carolina, em 10 de fevereiro do ano passado.
Silvio começou sua explanação afirmando que “algumas pessoas têm inventado calúnias sobre ele [Marcello] para prejudicá-lo mais”. “A reação de uma pessoa que tem bom comportamento diante da circunstância que foi a de Marcello pode ser até mais violenta que a de quem já tem um perfil violento. Isso por causa de sua inexperiência", detalhou o advogado.
Ele também disse que Marcello não premeditou o crime e que foi uma situação emocional. “Se ele errou, todos nós, enquanto seres humanos, também podemos errar. Uma pessoa não pode medir o quanto a outra é perigosa à sociedade".
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Silvio Alvarenga, segundo advogado, entra em cena
Advogado tenta desqualificar argumentos do promotor (16h02)
O advogado Willian Mendes, logo após as acusações do promotor Francisco de Assis Santiago, começou seus argumentos dizendo que o depoimento de Marcelo é mais importante que as testemunhas de acusação, porque ele estava no local do crime.
A família de Polyanna se manifestou e chegou a sair do plenário, mas voltou em seguida. Wiliam disse que “dentro de Marcelo existe coração, existe paixão. Ele não pode ser crucificado, não pode ser visto como uma pessoa perigosa”.
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Advogado Willian Mendes começou a defesa do réu
Promotor foca no emocional e pede condenação máxima a réu (15h51)
O promotor Francisco de Assis Santiago falou por uma hora e meia aos jurados que vão decidir o destino de Marcello Oliveira. Durante seu pronunciamento, o representante do Ministério Público enfocou sobre o lado emocional e abordou as condições das mulheres perante os homens.
“Infelizmente, ainda veem a mulher como escrava, um objeto”, afirmou. Era perceptível que o promotor dirigia suas palavras diretamente às mulheres do júri. Sempre que podia, se aproximava das juradas, mostrava fotos e narrava como foi o crime. No fim, terminou com uma música de Gonzaguinha. “Marcelo, a vida é bonita, é bonita e é bonita”, cantarolou.
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Promotor Francisco Santiago terminas seus argumentos
Promotor tenta convencer jurados (14h36)
Depois dos depoimentos do pai de Polyanna, Wilton Barbosa, e do réu confesso, Marcello Oliveira, o promotor Francisco de Assis Santiago tenta convencer os jurados da culpa do acusado.
"Ele sabia que ela estava dormindo na casa da amiga, a tira de lá e a mata. E ainda afirma, covardemente, que ela teria gastado o dinheiro que ele a tinha emprestado em um motel", diz o promotor. "Ele podia namorar, ter a vida com amigos, mas ela não".

Promotor Francisco de Assis Santiago tem uma hora e meia para seus argumentos
"Claro que estou arrependido", diz Marcello (14h00)
O réu confesso Marcello Oliveira afirmou que sabe que trouxe sofrimento não só para a família de Polyanna, como também para a sua. Chorando, o acusado disse que perdeu o contato com o filho, de 5 anos, e está arrependido. "Claro que estou arrependido. Perdi o contato com meu filho, manchei o nome da minha família",
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Réu Marcello Oliveira
Réu começa seu depoimento (13h25)
Apesar de não ser obrigado a falar, o réu Marcello Oliveira Lopes começou o depoimento de seu julgamento, na Câmara Municipal, nesta terça-feira.
Primeiro foi lido o depoimento que Marcello deu à Polícia Civil. Depois o criminoso confesso começou a falar.
Marcello disse que teria emprestado dinheiro a Polyanna e queria o valor de volta. Segundo ele, ela afirmou que teria pago motel com o dinheiro. Foi quando ele pegou a faca e começou a golpear a jovem.
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Marcelo responde aos questionamentos do promotor
Filho de Polyanna sente muito a falta da mãe (13h15)
O menino Natan, de 5 anos, filho de Polyanna Carolina da Silva Barbosa Lopes, sente muito a falta da mãe e pergunta por ela o tempo todo. A informação emocionante é do pai da jovem, Wilton Barbosa, morta com 18 facadas pelo ex-marido, Marcello Oliveira, em depoimento durante o julgamento desta terça-feira, 19.
Wilton demonstra mágoa em suas respostas ao promotor e repetiu algumas vezes. “É um lobo em forma de cordeiro", se referindo ao réu.
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Júri segue, sob forte esquema de segurança
"É um lobo em forma de cordeiro", diz pai de Polyanna (13h07)
O pai de Polyanna Carolina da Silva Barbosa Lopes, Wilton Barbosa, depois de ouvir seu depoimento, lido pelo juiz Ronaldo Vasques, responde às perguntas do promotor Francisco de Assis Santiago.
O pai disse que o casamento terminou por causa de traição de Marcello. "É um lobo em forma de cordeiro", disse Wilton, ao afirmar que não entende como a filha foi ingênua ao ponto de pegar carona com ele, mesmo estando bem orientada a não fazer isso.
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Família chora ao relembrar o crime
Pai de Polyanna ouve seu depoimento, lido pelo juiz Ronaldo Vasques (12h59)
O pai de Polyanna Carolina da Silva Barbosa Lopes, Wilton Barbosa, ouve seu depoimento, lido pelo juiz que preside o júri, Ronaldo Vasques. O depoimento é o mesmo que Wilton deu à Polícia Civil na época da investigação. O júri, ao fundo, é composto por cinco mulheres e dois homens.
Promotor quis saber como era a vida de casados de Polyanna e Marcello, uma vez Polyanna disse que Marcello o ameaçava. O pai disse a Marcello que não encostasse um dedo em sua filha, porque estragaria a vida de ambos.

Pai de Polyanna, Wilton Barbosa
Cinco mulheres e dois homens compõem o júri de Marcello Oliveira (12h50)
A composição do júri de Marcello Oliveira, acusado de matar Polyanna Oliveira com 18 facadas, foi definida há poucos minutos na Câmara Municipal de Itabira, onde acontece o julgamento.
Cinco mulheres e dois homens serão os responsáveis pela decisão. O réu Marcello Oliveira chegou ao plenário da Câmara visivelmente abatido.
Plenário cheio, começa o julgamento de Marcello Oliveira (12h42)
Começou o julgamento de Marcello Oliveira, assassino confesso de Polyanna Carolina da Silva Barbosa Lopes, em Itabira.
Visivelmente emocionado, pai de Polyanna chega para o julgamento