Amai: “ajude-nos a ajudar “

Portaria da Amai, em Itabira

Amai: “ajude-nos a ajudar “
 
Com o lema “Ajude-nos a ajudar”, fundada em 20 de janeiro de 1996, pelos pastores Flávio Márcio Nascimento e Antônio Carlos, a Associação Municipal Assistencial Itabirana (Amai) é uma comunidade terapêutica que surgiu na cidade devido ao número crescente de jovens envolvidos com a dependência química.
 
Com quinze anos de existência, a entidade tem passado por reestruturações, inclusive na diretoria, que foi empossada em março do ano passado. A comunidade teve que tomar algumas providências com o intuito de tornar o ambiente tão agradável ao ponto de estimular o interno a não desistir do tratamento. As mudanças abrangeram vários aspectos, como alimentação, acomodação, hospedagem, lazer e atendimento.
 
Abrigando 21 recuperandos, a Amai ainda conta com psicólogo, assistente social, clínico geral, coordenador, uma missionária e quatro monitores, sendo três deles ex-residentes, que prestam serviços à instituição.
 
A comunidade dispõe de vários espaços para interação e trabalho em equipe. Porém, as atividades seguem um cronograma de horários previamente definidos, com regras a serem cumpridas. De segunda a domingo, os residentes têm laboraterapia, que são atividades diárias ligadas à manutenção do espaço físico como limpeza em caráter de revezamento e cuidados com a horta. Os quartos estão sendo devidamente reformados pelos próprios residentes, dentro das normas técnicas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O primeiro quarto padronizado foi entregue em 20 de setembro do ano passado e a previsão é que se entregue mais cinco até o dia cinco de maio.
 
Lazer
Para auxiliar no tratamento, os residentes têm momentos de lazer, englobando esportes como futebol, jogos de tabuleiro e videogame, todos dentro de horários pré- estabelecidos.
 
Oficinas de aprendizagem, como informática, corte de cabelo e oficina de eletroeletrônica (que ainda se encontra em fase de construção), são recursos que auxiliam no aperfeiçoamento dos residentes. Após a finalização dos cursos, são emitidos certificados de conclusão aos participantes. De acordo com Karlúcio Umbelino dos Prazeres, coordenador geral da Amai, estas são atividades importantes na rotina dos internos, pois a prioridade é que, ao deixar o centro de recuperação, eles tenham alto índice de empregabilidade. Até mesmo a própria entidade os encaminha ao mercado de trabalho.
 
Até nove meses
O tratamento aos dependentes dura até nove meses e após a alta terapêutica, existe acompanhamento por parte da Amai, durante três meses. O trabalho da entidade não se restringe aos residentes, mas estende-se também à família, que é acompanhada por psicólogo e assistente social. Estes captam informações de suas necessidades e fazem encaminhamento aos órgãos competentes.
 
 
Ajude a entidade!
A Amai trabalha com o sistema de telemarketing para aquisição de recursos financeiros, onde a entidade entra em contato com empresas, instituições e residências sensibilizando à contribuições.
 
“Somos muito gratos a todos que têm doado, assim semeando em vidas. Através das doações, transformamos os recursos em bem-estar para os internos. Temos a credibilidade das pessoas. Toda ajuda é muito bem vinda, por isso é importante o apoio da comunidade. A cidade de Itabira tem sido bastante beneficiada,” diz Karlúcio.
 
História de superação
Exemplo disso é o caso do ex-dependente químico, Demerson Rone Caetano, de 26 anos. Ele conta que se viciou através do cigarro há nove anos e a partir daí conheceu a maconha. Em seguida, acabou envolvendo-se com o crack, que como ele mesmo diz, “foi o que o levou ao fundo do poço”. Durante seis anos conviveu com o vício. Mas ele diz que nunca precisou cometer crimes ou roubar para mantê-lo, pois trabalhava.
 
Como a maioria dos dependentes químicos, Demerson imaginava que por conta própria conseguiria largar o vício, até que resolveu buscar ajuda e procurar a Amai. Após o sucesso do tratamento, passou a ser monitor da instituição, o que já faz um ano e meio. Hoje ele matriculou-se em uma escola para terminar o Ensino Médio e ainda diz que em breve irá se casar. Demerson ainda manda um recado para quem passa pelo mesmo problema:
 
“Todos à minha volta pensavam que meu caso já era perdido, ninguém acreditava na minha recuperação, porém hoje, sou uma pessoa digna. A ajuda de Deus e a minha força de vontade foram primordiais para esta vitória. Para aqueles que passam por essa situação, o melhor a se fazer é procurar ajuda. Vale muito à pena!”, entusiasma-se ele.
 
Os interessados em convidar a Amai para ministrar palestras em escolas, empresas, hospitais ou instituições podem agendar pelo telefone: 384-0897, falar com Karlúcio.
 
A Amai disponibiliza uma conta bancária para quem quiser fazer doações:
 
Banco do Brasil
Agência: 0767
Conta Corrente: 8777-7
Favorecida: Amai Itabirana
 
Endereço: Travessa da Saúde, 32, Centro
Telefones: 3834-0897 4146-0240 e 4146- 0237