Lei não inibe “saidinhas” em MG
Moradores da região metropolitana de Belo Horizonte continuam à mercê das "saidinhas de banco", mesmo dois meses após a entrada em vigor da lei estadual 19.432, que proíbe o uso de celulares no interior das agências, entre outras medidas de segurança. A frequência de casos coloca em questionamento a eficácia da legislação sancionada em 14 […]
A frequência de casos coloca em questionamento a eficácia da legislação sancionada em 14 de janeiro deste ano. Em um dos casos recentes, o prejuízo de uma cliente foi de R$ 65 mil (veja mais ocorrências no quadro ao lado).
Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e região, Clotário Cardoso, o número de roubos do tipo não diminuiu, e a lei não conseguiu frear a violência na saída dos bancos.
"Os vigilantes não fazem a fiscalização porque têm muitas outras coisas com o que se preocupar. Além disso, os bandidos não precisam se comunicar por telefone. Eles apontam as vítimas para os comparsas", afirmou.
A Polícia Militar não informa o número oficial de ocorrências nos últimos dois meses. De acordo com um levantamento realizado no ano passado, eram registradas cerca de 70 "saidinhas" por mês em 2010 apenas na capital.
Cardoso acredita que a segurança dos clientes passa por um investimento maior em vigilância
na área externa às agências, com a contratação de profissionais e a instalação de câmeras nesses locais.
Hábitos. O auxiliar de serviços gerais Marcos dos Santos, 40, confessa que teme a ação dos bandidos, mas admite que, quando precisa fazer depósitos de altos valores, acaba sacando e andando com dinheiro vivo.
"Sei que é perigoso, mas prefiro andar com o dinheiro do que pagar o valor da transação bancária. Acho que não usar o celular ajuda a coibir, mas não acaba com os roubos", opinou.
O comerciante Wellington Navega, 40, diz que já viu diversos assaltos da modalidade na agência que fica ao lado de sua banca de lanches, no bairro Cidade Industrial, em Contagem. "Os bandidos chegam de moto e com cobertura de comparsas. As pessoas não têm como se defender e ficam desesperadas", contou.