Eike fica com lavra da Usiminas
A MMX, mineradora do grupo EBX, do empresário Eike Batista, comunicou ontem que firmou parceria com a Usiminas para operar, por 30 anos, a mina Pau de Vinho, que pertence à Mineração Usiminas. A informação do contrato foi divulgada ontem ao mercado e aos acionistas. Localizada em área da região de Serra Azul, no Quadrilátero […]
A MMX, mineradora do grupo EBX, do empresário Eike Batista, comunicou ontem que firmou parceria com a Usiminas para operar, por 30 anos, a mina Pau de Vinho, que pertence à Mineração Usiminas. A informação do contrato foi divulgada ontem ao mercado e aos acionistas.
Localizada em área da região de Serra Azul, no Quadrilátero Ferrífero de Minas Gerais, a lavra da mina Pau de Vinho será feita pela MMX, que ainda está estudando os aportes necessários para o início da operação. A cada três meses, a MMX ficará com 86,5% do volume extraído na mina e 13,5% vão para a Usiminas.
O diretor-executivo da Mineração Usiminas, Wilfred Bruijn, informou que o acordo é interessante para a empresa. "A MMX vai lavrar minério na nossa mina e, em troca disso, ela nos paga em minério", explicou o executivo, que não descartou mais parcerias com outras empresas.
Wilfred Bruijn disse que o contrato dá sustentabilidade ao plano de longo prazo da Usiminas e mais tranquilidade. "Temos a mina, o escoamento via ferrovia, com contratos já firmados, e o acordo portuário com a LLX", disse.
O diretor-presidente da MMX, Roger Downey, avaliou que esse acordo é positivo para todos os lados. "A Serra Azul deve ser vista como um único recurso. MMX e Usiminas entendem isso", afirmou.
A operação com a MMX não envolve somente a exploração da mina. Contempla também um acordo portuário com o Superporto Sudeste, obra da LLX, empresa de logística do empresário Eike Batista. Será para exportações de 39 milhões de toneladas de minério de ferro durante cinco anos.
Com a previsão do porto ficar pronto em 2012, Wilfred Bruijn informou que a Mineração Usiminas vai pagar uma tarifa para a LLX de US$ 12,63 por tonelada de minério de ferro embarcada. "É um contrato comercial para embarque e estocagem. Tem um reajuste anual com base em índices norte-americanos", disse.
O executivo da MMX, Roger Downey, avaliou que a chave para a consolidação da Serra Azul é o superporto Sudeste. "Por onde vamos escoar nossa produção para clientes transoceânicos", destacou.
Questionada se essa parceria com a Usiminas já sinaliza o interesse de Eike Batista de atuar na siderurgia, a MMX informou apenas que "tem foco em mineração de ferro". O executivo da Mineração Usiminas, Wilfred Bruijn, não quis falar sobre o assunto. No mercado, Camargo Correa e Votorantim procuram compradores para as ações deles na Usiminas.