Mulher e irmã de Madoff mineiro são soltas

A mulher e a irmã de Thales Maioline, dono da Firv Consultoria, acusado de sumir com R$ 86,1 milhões de investidores, já deixaram as celas do Centro de Remanejamento de Presos (Ceresp) Centro-Sul, em Belo Horizonte. Maria Aparecida e Ianny Márcia, que estavam presas desde o dia 19 deste mês, foram soltas às 21h, do […]

A mulher e a irmã de Thales Maioline, dono da Firv Consultoria, acusado de sumir com R$ 86,1 milhões de investidores, já deixaram as celas do Centro de Remanejamento de Presos (Ceresp) Centro-Sul, em Belo Horizonte. Maria Aparecida e Ianny Márcia, que estavam presas desde o dia 19 deste mês, foram soltas às 21h, do dia 24, véspera de Natal. “Elas agora estão à disposição da polícia para prestar depoimentos quando forem intimadas”, diz o advogado de defesa Moisés Arcanjo de Assis.
 
 
Segundo informações obtidas junto à Inspetoria da Delegacia Especializada no Combate a Defraudações e Falsificações de BH, o amigo e ex-sócio de Maioline, Oséas Marques Ventura, e o ex-estagiário de direito da Firv, Rodrigo Geraldo Simplício da Silva, foram presos na semana passada e soltos no dia 25. Com ação suspensa dos dois, da mulher e da irmã de Thales, além da soltura de Nelson Lazáro Diniz, também ligado ao ex-investidor, apenas Maioline, que ficou conhecido como Madoff mineiro, permanece atrás das grades.

Segundo o advogado de Maioline, Marco Antonio de Andrade, o ex-investidor está com prisão decretada por 30 dias. Ele se entregou à polícia no dia 12 deste mês. A Justiça já negou liminar de habeas corpus para o dono da Firv no dia 20.

Rombo milionário Maioline é acusado de lesar cerca de 2 mil investidores de 14 cidades mineiras. O rombo passa dos R$ 86 milhões. Policiais que investigam o caso insistem na tese de que o ex-investidor não agiu sozinho, apesar de Maioline tentar se colocar como o único responsável pelo golpe milionário. A Justiça já determinou a quebra do sigilo fiscal e bloqueio de bens da Firv.

Antes de se entregar, Thales Maioline concedeu entrevista exclusiva ao Estado de Minas, no dia 10. Ele avisou que iria se apresentar à polícia em 24 horas, como de fato ocorreu. Ele relatou ainda que, antes de voltar a BH, teria se escondido em São Paulo, Mato Grosso e Rondônia. Entretanto, de acordo com seu relato, ele ficou a maior parte do tempo em território boliviano, inclusive acampando na Floresta