Atendimento a 800 mil beneficiários da Unimed pode ser suspenso

Os cirurgiões cardiovasculares ameaçam suspender o atendimento a cerca de 800 mil beneficiários da Unimed do Estado. Reunidos nesta segunda-feira (6) na sede da Associação Médica de Minas Gerais, os profissionais deram prazo de 30 dias para que a Unimed retome as negociações com a categoria para melhorar os valores pagos. De acordo com a […]

Os cirurgiões cardiovasculares ameaçam suspender o atendimento a cerca de 800 mil beneficiários da Unimed do Estado. Reunidos nesta segunda-feira (6) na sede da Associação Médica de Minas Gerais, os profissionais deram prazo de 30 dias para que a Unimed retome as negociações com a categoria para melhorar os valores pagos.

De acordo com a Sociedade Mineira de Cirurgia Cardiovascular,  A Unimed paga por cirurgia de coronária, por exemplo, em procedimentos de enfermaria, R$ 844,00, menos que a metade do que é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS): R$1.995. O valor, de acordo com a Cooperativa, não é suficiente para pagamento da equipe e para suprir gastos com a infraestrutura básica. Os cirurgiões querem receber dos planos de saúde pelo menos R$ 2.500.

Um dos diretores da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, Eduardo Rocha, afirma que, se em 30 dias a Unimed não negociar o reajuste dos valores, pelo menos 120 cirurgias por mês poderão ser suspensas. Além disso, os cirurgiões ameaçam fazer um descrecenciamento em massa.

Sobre a ameaça de suspensão do atendimento, a Unimed informou que conta com uma rede de 12 hospitais credenciados para a realização de cirugias cardíacas.

Ainda segundo a Unimed, desde 2004, conforme decisão de seus cooperados em Assembleia Geral, a Cooperativa vem reajustando honorários para consultas e procedimentos de maneira progressiva, preservando o equilíbrio nos ganhos entre as diversas especialidades médicas e a sustentabilidade dos seus planos de saúde. Nesse período, os honorários dos procedimentos cardiovasculares tiveram reajustes de até 86%.

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