Lifa fica sem convênio da Prefeitura

O telefone e a energia elétrica da sede da Liga Itabirana de Futebol Amador (Lifa) foram cortados por falta de pagamento. No fim de semana, uma partida de futebol pelo Campeonato Amador Junior precisou interrompida por falta de segurança. A entidade, que representa uma parcela importante do esporte itabirano, sofre com a falta de recursos, […]

O telefone e a energia elétrica da sede da Liga Itabirana de Futebol Amador (Lifa) foram cortados por falta de pagamento. No fim de semana, uma partida de futebol pelo Campeonato Amador Junior precisou interrompida por falta de segurança. A entidade, que representa uma parcela importante do esporte itabirano, sofre com a falta de recursos, conseguidos exclusivamente por um convênio com a prefeitura, que não foi renovado em 2010.
 
Todo o problema gira em torno da filiação da Lifa ao Conselho Municipal da Criança e do Adolescente. Pela lei do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), entidades que trabalham com o público infantil precisam ser cadastradas no Conselho para receber, por exemplo, verba pública. A Lifa, que congrega 24 clubes (alguns deles trabalham com crianças e adolescentes), não é cadastrada no Conselho e esse é o motivo da não renovação do convênio municipal, para repasse de R$ 153 mil.
 
Segundo o presidente da entidade, Francisco Bernardino, o Natinho, “a Lifa não vai, em hipótese alguma, se filiar, porque não tem que fazer isso”. Ele afirma que a lei não se aplica à entidade, porque ela não atende a crianças; atende aos clubes. “Somos filiados à FMF [Federação Mineira de Futebol] e à CBF [Confederação Brasileira de Futebol]. Não vamos assumir mais responsabilidade”, ressaltou.
 
Samyr George da Silva, presidente do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente, disse que enviou, em 2008, um oficio ao município, solicitando atenção aos artigos 90 e 91 da lei, que prevê a filiação de todas as organizações que tem algum vínculo com criança e adolescente. Segundo Samyr, cerca de 25 entidades, como creches e associações, são filiadas. “O Conselho tem como objetivo criar diretrizes e fiscalizar”, disse. No entanto, Samyr reitera que não tem nada ver com a polêmica: “esse é um assunto a ser tratado entre a Lifa e a prefeitura”.
 
Natinho tenta buscar soluções em outras alternativas. Nesta terça, 19, ele tentou conversar com a promotora de Justiça, Nidiane Moraes, mas não conseguiu ser atendido. A reunião ficou marcada para esta quarta-feira. Encontros também já aconteceram com o secretário municipal de Esportes, Oldeni José dos Santos, mas a resposta foi a mesma: sem filiação não há convênio.