Base aliada discute estratégias para a campanha de Dilma em Minas

  Ficou acertado que o vice-presidente José Alencar será o coordenador da campanha pestista em Minas A base aliada do governo Lula já traça as estratégias para a campanha de Dilma Rousseff (PT) em Minas neste segundo turno, que será coordenada pelo vice-presidente José Alencar (PRB). Em reunião na manhã desta terça-feira no escritório de […]

Ficou acertado que o vice-presidente José Alencar será o coordenador da campanha pestista em Minas (Juarez Rodriges/EM/DAPress)  
Ficou acertado que o vice-presidente José Alencar será o coordenador da campanha pestista em Minas
A base aliada do governo Lula já traça as estratégias para a campanha de Dilma Rousseff (PT) em Minas neste segundo turno, que será coordenada pelo vice-presidente José Alencar (PRB). Em reunião na manhã desta terça-feira no escritório de Alencar em Belo Horizonte, a pedido do próprio presidente do país, os participantes definiram que o mote será reforçar na cabeça do eleitorado as origens mineiras da presidenciável. Participaram do encontro, além do vice-presidente, o candidato derrotado ao governo de Minas, Hélio Costa (PMDB), o candidato a vice-governador na chapa, Patrus Ananias (PT), o presidente do PT em Minas, deputado federal Reginaldo Lopes, o ex-prefeito de BH Fernando Pimentel ( PT) que disputou a eleição para o Senado, mas não conseguiu se eleger, e a deputada federal reeleita Jô Moraes (PC do B).
 
Segundo Alencar, que falou com a imprensa logo depois do fim do encontro, passado o primeiro turno as lideranças dos partidos aliados vão fazer um esforço concentrado para intensificar a campanha de Dilma. A ordem, de acordo com ele, é de dedicação exclusiva de vereadores, prefeitos e deputados em suas bases eleitorais, levando o nome da "afilhada política" de Lula a todas as regiões do estado. "Estava faltando um comportamento mineiro à frente do governo federal. É a oportunidade de elegerrmos uma mineira", comentou o vice-presidente. Alencar também ressaltou que, no primeiro turno, a vitória foi de Dilma, mas salientou que o segundo turno exige muito da militância.

Apesar de não ter citado, durante a reunião, como será feito o trabalho de convecimento do eleitorado de Marina, um dos participantes disse nos bastidores que essa é uma das principais ideias. Em Belo Horizonte, Marina teve uma votação expressiva ao conquistar 39,88% dos eleitores da capital mineira, quase o dobro de votos que ela conseguiu em todo o Brasil, que foram 19,32%. Dilma ficou logo atrás, com 30,92%, seguida por José Serra (PSDB), que alcançou 27,73%. Já no resultado geral em Minas, a petista teve 35,73%, Marina obteve 32,34% e José Serra, 30,68%.

Com quem será?

Marina, que passou a ser a "noiva cortejada" pelas duas candidaturas, disse na segunda-feira em São Paulo que deve anunciar quem apoiará no segundo turno em até 15 dias. Coordenadores da campanha, no entanto, não descartaram uma terceira hipótese: a neutralidade dela em relação aos dois presidenciáveis. Também na segunda-feira, José Serra, que esteve em BH para o velório do pai de Aécio Neves (PSDB), eleito senador por Minas, ressaltou que o PV tem relação estreita com os tucanos e, portanto, espera o alinhamento dos verdes em sua campanha. Por sua vez, Dilma também já se movimentou em busca do apoio de Marina, que já foi filiada ao PT e foi ministra do Meio Ambiente no governo Lula. O presidente do PT em Minas, deputado Reginaldo Lopes, não acredita que Marina vá se posicionar para o lado tucano. "Não acredito que quem votou em Marina vá votar em Serra. As difrenças entre PV e PSDB são muito claras, tanto diferença de ética quanto de porposta", observou.

Em Minas, o partido, que lançou candidato próprio ao governo de Minas, o deputado federal José Aparecido, faz parte da bancada de apoio ao governo estadual. Essa posição causou, inclusive, desentendimento entre os verdes, já que parte deles queriam a aliança do PV com a coligação "Somos Minas Gerais", encabeçada por Anastasia. O presidente do PV em Minas, Ronaldo Vasconcelos, disse que o diretório estadual já tem uma reunião marcada para esta quinta-feira para definir um indicativo de apoio a ser levado para a plenária nacional, de onde sairá a decisão final. "Independente de nosso apoio, o candidato precisa se comprometer com a criação do Parque Nacional da Serra do Gandarela (Região Central do estado). Essa é uma demanda do PV em Minas", afirmou Vasconcelos, que foi vice-prefeito de Belo Horizonte na época em que Fernando Pimentel estava à frente da PBH. (Com informações de Amanda Almeida)