Regiões mais pobres de Minas elegem menos deputados
Na nova distribuição geográfica da representação política na Assembleia Legislativa, as regiões que terão menor número de deputados estaduais com elas comprometidos pelo voto são Jequitinhonha/Mucuri e Noroeste. Cada uma terá apenas um parlamentar nela concentrando mais da metade de sua votação. Para o Jequitinhonha/ Mucuri, o problema não constitui propriamente uma novidade. O recém-eleito […]
A Região Noroeste, que em 2006 elegeu dois deputados estaduais com mais da metade de seus votos lá concentrados, agora só tem um. Almir Paraca (PT) foi reeleito, mantendo ali 81% dos seus 40.521 votos. Delvito Alves (PTB),que em 2006 chegou a puxar 93% de sua votação na Região Noroeste, perdeu a cadeira.
Mais populosa, a Região Central continua aquela que detém mais cadeiras na Assembleia Legislativa, dentro de uma lógica de representação quase que distrital, já que, dos 77 deputados estaduais, 59 concentram os votos em uma só macrorregião do estado. Das urnas saíram 22 deputados estaduais que nela concentram as suas principais bases eleitorais.
Infográfico: veja a distribuição de representantes no estado
Apesar de ainda robusto, o peso político da Região Central já foi maior. Em 2006, foram eleitos 27 deputados estaduais que nela conquistaram mais da metade dos votos. Dos novos deputados estaduais “distritais” da Região Central, cinco são vereadores de Belo Horizonte: João Vítor Xavier (PRP), Fred Costa (PHS), Paulo Lamac (PT), Luzia Ferreira (PPS) e Anselmo José Domingos (PTC). O campeão de votos da Assembleia Legislativa, Dinis Pinheiro (PSDB), obteve 69,8% de seus 159.422 votos nessa região.
Enquanto a Região Noroeste perdeu peso político na nova Assembleia Legislativa, que tomará posse em fevereiro do ano que vem, a do Alto Paranaíba, que em 2006 tinha apenas um deputado estadual, Chico Uejo (PSB), com 80% de sua votação com ela comprometida, saiu deste pleito com três parlamentares com mais da metade de sua base eleitoral nela concentrada. Chico Uejo não voltará na próxima legislatura.
Mas os reeleitos Deirró Marra e dr. Hely (PV) assumiram a posição, ao lado do novato Bosco (PTdoB). As regiões Sul, do Triângulo, da Mata e do Rio Doce também aumentaram a sua representação política. A primeira tinha cinco parlamentares em 2006;na próxima legislatura terá oito. O Triângulo, que tinha cinco, agora terá seis. A Região da Mata, que tinha três cadeiras, agora terá quatro. Já a Região do Rio Doce que tinha três deputados estaduais, agora elegeu cinco.
Em contrapartida, a Região Centro-Oeste , que em 2006 tinha quatro deputados estaduais, perdeu uma cadeira. Já a Norte manteve a bancada de seis deputados estaduais ali concentrando mais da metade de suas bases eleitorais. Houve dança de nomes, já que Ana Maria Resende (PSDB), esposa de Jairo Ataíde (DEM), não se reelegeu e Ruy Muniz (DEM) concorreu sem sucesso à Câmara dos Deputados. Dos seis parlamentares do Norte, cinco têm mais de 82% dos seus votos ali concentrados: Gil Pereira (PP), Arlen Santiago (PTB), Paulo Guedes (PT), Carlos Pimenta (PDT) e Tadeuzinho (PMDB). Já o novato Luiz Henrique (PSDB) conquistou 51% de seus 77.740 votos no Norte de Minas, agora integrando, a “bancada”.