Prefeitura de Monlevade diz dever R$ 4 milhões

Secretário de Fazenda, Júlio César Sartori, e Gustavo Prandini, prefeito

Prefeitura de Monlevade diz dever R$ 4 milhões
Momento político volta a esquentar o clima em João Monlevade. Após passar por turbulência no início de seu mandato, com possibilidade de cassação, o prefeito Gustavo Prandini (PV) vive novo dilema: comprovar a real dívida da administração pública.
 
Desde 25 de agosto, quando surgiu na mídia monlevadense as considerações feitas pelo contador e consultor financeiro, Delci Couto, sobre uma dívida da prefeitura superior a R$ 8 milhões, prefeito e equipe de governo trabalham para mostrar à população que, apesar de momento crítico, a dívida é menor.
 
 
De acordo com o secretário de Fazenda, Júlio César Sartori, a dívida municipal gira em torno de R$ 3.960.248,13 milhões. Ele afirma que a conta apresentada pelo contador não expressa a realidade. “Delci cometeu um grande equívoco ao acrescentar ao valor dos restos a pagar o saldo financeiro de 30 de junho de 2010, passando a considerar recursos financeiros depositados em banco como dívida”. Para o secretário esta dívida é fictícia.
 
 
Em contrapartida, Delci Couto garante que a fórmula matemática é única. “Só existe uma forma de se pagar dívidas: criando-se um superávit. A receita tem que ser maior que a despesa”, comenta. Para o contador, o relatório que fez e apresentou ao prefeito mostra que, em 31 de dezembro de 2009, a dívida já era superior a R$ 8 milhões, apontando um superávit de janeiro a junho deste ano de R$ 600 mil. “Para esta dívida cair para R$ 4 milhões, teria que haver também um superávit de mesmo valor”, calcula.
 
 
Em relação às explicações do secretário Júlio Sartori, o contador diz que o valor também de R$ 8 milhões em caixa, naquele mesmo período, não poderia ser usado para pagar dívida pública. “Este valor chamamos de conta vinculada, associadas a convênios para realização de obras como ETE e outros. Só podem ser usadas para isto. Se pudesse gastar (para quitar dívidas), seria dívida zero e caixa zero”, analisa.
 
 
Enquanto apresentam seus cálculos, Prefeitura e contador buscam atrair a opinião pública, que, muitas vezes sem entender de finanças e administração públicas, esperam por uma solução eficaz para que o desenvolvimento do município não fique comprometido.