Júri absolve Deivison pela morte de suspeito de tráfico internacional

Da esq. para a dir.: advogada Juliana Noeme Drummond Martins, Deivison Fernandes de Souza (de roupa laranja) e a promotora Justiça Isabela de Carvalho. (Ao centro, o agente da Suapi)

 
Foi a júri popular nessa quarta-feira, 18 de agosto, Deivison Fernandes de Souza, 21 anos, acusado da morte do suposto traficante internacional Elias Alves Gomes, morto a tiros na saída do Aglomerado São Bento, em Itabira.
 
A advogada de defesa, Juliana Noeme Drummond Martins, conseguiu convencer o corpo de sete jurados a absolver seu cliente que, apesar de matar um traficante [como disse a advogada], o crime foi em legítima defesa.
 
“De uma pena que poderia passar de 12 anos de reclusão, a advogada conseguiu convencer os jurados, sendo a pena aplicada de três meses pela lesão corporal ao menor, e de mais três meses no caso do homicídio”.
 
A advogada disse ainda que seu cliente tinha ficha limpa na polícia, sem antecedentes criminais. Ela ressaltou também que Deivison não tinha envolvimento com drogas.
 
Os argumentos foram somados aos depoimentos das testemunhas arroladas pela defesa, que confirmaram a versão do réu, de que ambos tinham divergências. Elias Alves já tinha ameaçado Deivison de morte, em certo dia na porta de uma boate; depois em uma festa decorrente de um som automotivo, quando Elias Alves havia sido abordado pela PM; e por fim envolvendo uma adolescente [feminina], que seria namorada do suposto traficante.
 
Com as ameaças, Deivison teria passado a evitar os locais onde poderia encontrar com o seu desafeto, mas no dia do crime ambos se encontraram na saída do Aglomerado São Bento, onde, após discussões e xingamentos, Elias fez menção de sacar uma arma, momento em que Davison sacou primeiro e efetuou quatro disparos.
 
Segundo a advogada, seu cliente, em momento algum queria cometer aquele crime. Ela disse também que ele não sabia nem manusear uma arma de fogo. Com estas e outras explanações, Juliana Drummond conseguiu contrapor as acusações proferidas pela promotora de Justiça Isabela de Carvalho, convencendo os sete jurados.
 
Após proferir a sentença, o juiz Ronaldo Vasques disse que o réu [Deivison] poderá aguardar em liberdade, pois a promotora se manifestou o desejo de recorrer da sentença.
 
Primeira vez
 A reportagem descobriu que esta foi a primeira vez que a advogada realizou defesa de um cliente diante de um júri popular. Ela disse que há seis meses vem trabalhando no processo de Deivison e preparando a defesa para mostrar que seu cliente é um rapaz trabalhador, que vinha sendo ameaçado por um suposto traficante que havia sido preso até pela Polícia Federal. Deivison estava preso desde setembro de 2009, pelo crime cometido em 23 de agosto.