Sedentarismo atinge 78,5% dos mineiros, revela pesquisa
Se o segredo de uma vida longe de doenças é suar a camisa, os mineiros precisam repensar seus hábitos. Quase oito em cada 10 pessoas em Minas Gerais admitem não fazer exercícios físicos. Ainda há muito o que evoluir em educação: um quinto da população acima de 15 anos do estado é analfabeto. Quando o […]

Academia
O técnico em informática Valmir Pimenta, de 40 anos, faz parte desse time e diz até, com certo exagero, que se considera obeso. Morador de Belo Horizonte, ele já tentou fazer academia, mas não levou o projeto adiante. “Não gosto do ambiente, que me parece puro exibicionismo. Da última vez, desisti por causa do frio. Pretendo voltar, quando o tempo ficar mais quente”, conta. Ele também está com a maioria, quando é indagado sobre a saúde. Assim como 84,6% dos homens e 80,4% das mulheres, considera a dele muito boa.
No outro extremo da estatística, entre os 2,8% das mulheres que acham a própria saúde muito ruim, a babá Danielle Cristina da Silva, de 31, percebeu que deveria adotar hábitos saudáveis e, há um ano, faz caminhadas na Praça da Liberdade, na Região Centro-Sul de BH. “Minha tia morreu por problemas de pressão alta. Minha família tem esse histórico e, mesmo assim, meus pais e meus sete irmãos não fazem exercício. Também sofro com pressão alta e, por isso, decidi emagrecer. Em um ano, perdi 35 quilos. Minha meta é perder mais 30”, revela Danielle.
Integrante do Núcleo de Atividade Física da Secretaria de Estado de Saúde, a médica Conceição Moreira diz que os municípios devem incentivar a prática de exercício físico não apenas para grupos vulneráveis. “Tanto a falta de políticas públicas como a de articulação com outros setores podem ser responsáveis pelo aumento do sedentarismo. Os municípios ofertam ações que estimulam a atividade física, mas, na maioria das vezes, são voltadas para uma pequena parcela da população, como idosos, diabéticos e hipertensos. É necessário institucionalizar o exercício físico como política pública direcionada a toda a população”, defende, reforçando que estudos recentes apontam que o sedentarismo tem relação direta com o significativo aumento de doenças cardiovasculares – causa crescente de mortes.





