Seminário da Funcesi trouxe a luz. Falta aproveitar a claridade

O tema “A Mobilização e a Participação da Sociedade Civil e da Cidadania Organizada na Construção de Cidades Inteligentes, Justas e Sustentáveis” tornou-se uma bandeira levantada pela Fundação Comunitária de Ensino Superior de Itabira (Funcesi), em 6 e 7 de maio Durante o VI Seminário Estadual e I Seminário Nacional de Inovação na Gestão Pública […]

O tema “A Mobilização e a Participação da Sociedade Civil e da Cidadania Organizada na Construção de Cidades Inteligentes, Justas e Sustentáveis” tornou-se uma bandeira levantada pela Fundação Comunitária de Ensino Superior de Itabira (Funcesi), em 6 e 7 de maio Durante o VI Seminário Estadual e I Seminário Nacional de Inovação na Gestão Pública Municipal, evento realizado no auditório do Areão, em Itabira foram discutidos temas que permitem colocar a entidade itabirana no topo das que assumem a responsabilidade por problemas de todas as naturezas em sua época. O seminário trouxe a Itabira conferencistas e palestrantes de reconhecimento nacional e internacional, nas áreas de Arquitetura e Urbanismo, Ciências Sociais e Conflitos Urbanos, Desenvolvimento e Gestão Ambiental, Políticas Sociais e Planejamento Urbano. A organização esteve a cargo dos professores superintendente Elvécio Ribeiro Brasil (geral), Francisco Graça Moura (executivo e consultoria especial) e José Carlos Fernandes Lima (comunicação e relações institucionais).
 
 Para os políticos participantes — João Izael Querino Coelho (prefeito de Itabira), Raimundo Nonato Barcelos, Nozinho (prefeito de São Gonçalo do Rio Abaixo e presidente da Amepi), Weber Americano (prefeito de Dionísio), Raimundo Carvalho Menezes Filho, Diquinho (prefeito de Ferros), Geraldo Coelho Nascimento, Geraldo Noé (prefeito de Santa Maria de Itabira), Gentil Cota (prefeito de Rio Piracicaba), Élson Sá (vereador de Itabira, representante da Câmara), secretários e assessores municipais —   a Funcesi voltou a se afirmar como instituição sintonizada com as exigências contemporâneas e a busca “para contribuir com as comunidades, sobretudo para que as situadas em sua área de influência possam crescer e se desenvolver tendo como base projetos sustentáveis, que asseguram a qualidade de vida dos cidadãos que nelas vivem”, como garantiu o seu novo presidente, o médico José Luiz Scaglioni Filho.
 
O apoio institucional foi garantido pela Prefeitura e Câmara Municipal de Itabira e pela Associação dos Municípios da Microrregião do Médio Piracicabaa (Amepi) e as parcerias divididas entre os seguintes órgãos e empresas: Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais, Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade, Polikini, Banco Real, Vale Banco do Brasil, Prefeitura de São Gonçalo do Rio Abaixo, Grupo Bretas, Nova Era Silicon, Sales Gama, Deva Automóveis, Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Itabira e Tia Eliana.
 
PERSONALIDADES E TEMAS
 
A abertura teve o destaque da Conferência Magna e Oficina Participativa a cargo do urbanista e arquiteto Fábio Duarte de Araújo Silva, professor e diretor do Programa de Pós-Graduação e Mestrado em Gestão Urbana na Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Tendo passado pelo Canadá e França com projetos de grande alcance em sua área de trabalho, no momento desenvolve pesquisas em Mobilidade Urbana e Redes, Tecnologias e Territorialidades em Curitiba, Paraná.
 
Na sequência, a plateia foi brindada com a participação da professora e doutora Helena Singer, uma das criadoras da “Escola Limiar” e pesquisadora do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (USP), que discorreu sobre Educação Democrática, Escolas Democráticas e Bairro Escola nas duas vertentes — Desenvolvimento Integral de Crianças e Adolescentes e Modelo de Desenvolvimento Local, na Perspectiva de Construção de Cidades Inteligentes, Justas e Sustentáveis.
A movimentação realizada na parte da tarde agradou em cheio a plateia: o ambientalista André Luís Jaeger Soares e o coordenador de um projeto no Vale do Ribeira (São Paulo e Paraná, Nilto Ignácio Tatto. Os painéis revelaram, o primeiro, uma experiência do Instituto de Permacultura e Ecovilas do Cerrado (Ecocentro IPEC), o Desenvolvimento Ambiental, Soluções Sustentáveis, Esgotamento Sanitário sem desperdício de água e Fomentador da Produção de Alimentos Orgânicos e Elementos Básicos e Métodos Construtivos das Principais Técnicas Ecológicas de Construção e o segundo, o programa desenvolvido pelo Instituto Socioambiental (ISA), cujas linhas de atuação se apóiam na Gestão Ambiental Participativa, na Geração de Renda, Educação, Cultura, e no Desenvolvimento Sustentável das Comunidades Tradicionais, especialmente com comunidades quilombolas.
 
No dia 7, houve apresentação institucional da Superintendência Negocial de Governo do Banco do Brasil para Minas Gerais, que abordou os programas e projetos da instituição financeira para o desenvolvimento local e regional sustentável, microcrédito e microcrédito orientado para os pequenos produtores e empreendedores comunitários, e usuários do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
 
Como o marco do dia, ocorreu a Conferência Magna do sociólogo Silvio Caccia Bava, mestre em Ciências Políticas pela Universidade de São Paulo e coordenador Geral do Instituto Polis e editor do jornal Le Monde Diplomatique Brasil. Ele falou sobre Desenvolvimento Local, Gestão Pública, Descentralização e Participação da Gestão Pública, Mobilização Cidadã e Inovações Democráticas nas Cidades, Governança Democrática e Inovação na Gestão Pública Municipal e suas Interfaces com o Desenvolvimento Local.
 
Encerrou o evento palestre do arquiteto e urbanista Luiz Alberto Gouvêa, que discorreu sobre Planejamento Urbano, a Perspectiva Futura no Brasil da Construção de Cidades em que se utilize, se revitalize e se recicle o máximo possível e se invista, igualmente, na produção de novos espaços sustentáveis, Espaços Livres Urbanos, Produtos e Serviços Voltados para o Meio Ambiente.
 
Eugênio Pascoal de Paula, secretário de Educação de Olaria, da região de Juiz de Fora, afirmou que saiu de sua cidade, distante, participou de reunião na Associação Mineira de Municípios (AMM) e conseguiu marcar presença em Itabira. “Não me arrependi, pois aqui foram discutidas soluções claras para muitos problemas que nos afligem. O seminário da Funcesi trouxe a luz. Falta aproveitar a claridade”, avaliou ele. A maioria dos que acompanharam o evento acredita nisso: que um novo tempo para as prefeituras já foi iniciado com todos os esclarecimentos colocados à disposição durante o evento.