O beabá da lei antifumo em Minas também não está decifrado para frequentadores de casas noturnas, bares e restaurantes. A maioria pensa que a lei antifumo mineira é nos moldes das regras de São Paulo e Rio de Janeiro
O policial civil Marcelo Rezende, de 47, também quer aproveitar
a restrição para se livrar do vício. “Vou cumprir a lei e espero não sair dos estabelecimentos para fumar. Vou tentar parar”, relata. Ao lado, a namorada e não fumante Renata Moreira, de 32, também apóia a regra. “É muito ruim sair das boates com a sensação de que fumou a noite inteira. Será ótimo se houver fiscalização e cumprimento da lei. Espero também que os fumantes realmente abandonem o cigarro.”. Apesar da falta de informação sobre a novidade, o combate ao tabaco é aprovado até por fumantes. “Não sabia que seria permitido fumódromo. Achei que a lei seria rígida como a paulista. De qualquer forma, vou tentar evitar os ambientes para fumante. Quero parar de fumar”, diz a estudante Bianca Rodrigues, de 19 anos.A estudante e não fumante Marina Faria, de 18, diz que a lei discrimina o fumante. “Há um certo preconceito porque simplesmente impede que os fumantes frequentem alguns lugares”, defende. A amiga dela e estudante Natália Leão, de 18, discorda. “Cada um deve respeitar o espaço do outro. O fumo incomoda muita gente”, avalia.
O gerente de negócios Luís Nobre, de 30, é um dos que se sente mal com o cigarro. “Quando você frita um bife, a gordura não aumentará o colesterol de quem está perto. Mas se você fuma, quem está do lado fuma junto. É justo que isso seja evitado”, compara. O amigo dele e administrador Gustavo Versiani, de 26, concorda e respeitará a lei. “Não fumarei nos lugares proibidos, mas darei umas escapulidas para fumar”, conta.