Decisão sobre cassação de Gustavo Prandini adiada para o dia 6
O futuro político do prefeito de Monlevade, Gustavo Prandini (PV), permanece indefinido. Um pedido de vista de um dos juízes da Corte do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG) interrompeu a sessão de julgamento de Recurso Eleitoral. A ação foi movida pela Coligação "Monlevade Ainda Melhor" do candidato derrotado, médico Railton Franklin (PDT). O grupo pede a […]
Apenas três integrantes da Corte chegaram a manifestar voto ao recurso. A juíza relatora do TRE, Marisa de Melo Porto, opinou pela manutenção da cassação de Prandini. Outros dois magistrados seguiram o voto da relatora ficando um placar de três votos favoráveis à cassação.
De acordo com a Assessoria de Comunicação do TRE, o próximo voto seria do juiz Benjamin Rabelo. No entanto, ele pediu vistas para analisar melhor o processo. Com isso, nova sessão foi marcada para o próximo dia 6 de abril.
Além de Rabelo, outros dois desembargadores vão se manifestar sobre o recurso. Em caso de empate, o juiz presidente pode dar o sétimo voto, considerado voto minerva.
São sete juízes, no entanto o presidente da Corte se ausentou da sessão, passando o vice a assumir a presidência, ficando cinco magistrados no plenário. Segundo fontes ligadas ao Bom Dia, o ponto crucial para os votos favoráveis à cassação foi um recibo de R$ 20 mil da rádio Alternativa FM. A emissora é considerada fonte vedada pela Justiça Eleitoral.
O voto da juíza relatora foi baseado na doação irregular. "Ela (juíza) entendeu que houve doação de fonte vedada e faltou transparência nas contas de campanha, em especial relativa ao trânsito do dinheiro pela conta bancária do candidato e também na formalização de recibos eleitorais", informou a Assessoria do TRE.
Caso concretizada a decisão, a defesa poderá apresentar embargo de declaração (pedido de justificativa da decisão) e pode recorrer alegando prejudicada a seção pela ausência dos juízes. Após esse prazo, a defesa pode tentar liminar no TSE.
Prandini se manifesta
Oficialmente, o prefeito Gustavo Prandini informou que irá aguardar o final do julgamento, que ocorrerá dia 6 de abril, esperando que a justiça seja feita. Ele alega consciência tranqüila de que o pleito de 2008 transcorreu na maior lisura e que nada de errado foi cometido por ele e que continuará trabalhando e buscando o melhor para toda comunidade monlevadense.