Sua majestade a água, tratada como rainha mesmo

Plenário cheio

“A água é um bem insubstituível”. “Sem a água nada somos”. “Preservar a água é dever de todos”. “Meu nome é água mas podem me chamar de vida”. Essas e outras declarações foram feitas durante a sessão solene promovida pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Itabira e continuarão sendo registradas pelo menos até o dia 27 de março. O amor incondicional declarado aos dois volumes de hidrogênio e um de oxigênio teve como testemunhas autoridades municipais e alunos de várias escolas itabiranas, além de público de diferentes áreas sociais, os quais lotaram o plenário da Câmara Municipal.
 
Na primeira parte da solenidade, ocuparam lugares à mesa de honra e se pronunciaram o secretário de Meio Ambiente Gilberto Antônio Magalhães, o diretor-presidente do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) Élio de Assis Vieira, o presidente da Câmara Municipal Neidson Dias de Freitas e o prefeito João Izael Querino Coelho. Todos se mostraram autores de belas frases de amor e fidelidade à água. E todos revelaram explicitamente as suas preocupações com a anunciada escassez da riqueza, ainda não tanto valorizada.
 
A ÁGUA E O FUTURO
 
Não faltaram alertas. O mais sério deles saiu do pronunciamento do prefeito João Izael Querino Coelho, que se referiu a um estudo feito pelo Saae. Como é do conhecimento geral, Itabira hoje é abastecida em grande parte por poços artesianos, construídos pela Vale no cumprimento da Licença Operacional Corretiva (LOC). Esse estudo chama a atenção para o futuro e aponta soluções de captação em rios da região. O crescimento de Itabira, no advento da Unifei e da Faculdade de Medicina — a primeira em implantação e a segunda em estudos — deverá promover um crescimento maior que os índices normais. O prefeito anunciou que a sua equipe de trabalho está atenta ao problema e segue tomando as providências para garantir um futuro com muita água.
 
A segunda fase da reunião teve a palestra do diretor-presidente da Empresa de Desenvolvimento Urbano de Itabira (Itaurb), Helvécio Domingos de Souza, que falou do tema “Coleta e Destinação dos Resíduos Sólidos”. A destinação final do lixo tem a ver com a proteção de nascentes e das bacias que banham o município. Helvécio mostrou, com mais detalhes, a atenção dispensada ao lixo reciclável, cujo trabalho tem rendido prêmios a Itabira.
 
Em seguida, falou o engenheiro sanitarista e ambiental Jorge Martins Borges, diretor-técnico do Saae, que abordou o assunto “Abastecimento de água e esgotamento sanitário de Itabira”. Jorge Borges mostrou que as alternativas podem ser buscadas na captação dos rios Tanque, Santa Bárbara e Ribeirão São José. Sobre o alerta de falta do líquido, Élio Quadrado fez uma observação que arrancou risos: “Se faltar água em Itabira, o Saae está perdido”.
 
Por último, pronunciou-se a engenheira civil sanitarista Cláudia Júlio Ribeiro, assessora de Saneamento do Crea-MG, que teve o tema “Elaboração de Plano de Saneamento Municipal” como sua proposta de debates.
                                                                                                          
Prestigiaram o encontro também os vereadores Paulo Chaves e Martha Mousinho.