Funcesi em fase de realizações e grandes expectativas

 A Fundação Comunitária de Ensino Superior de Itabira (Funcesi), mesmo já tendo passado por grandes momentos de mudanças e transformações em sua existência — 16 anos e seis meses — vive agora talvez a maior de todas as expectativas de novas revoluções. O ano de 2010 parece ser o ápice de uma história que se constroi ainda, […]

A Fundação Comunitária de Ensino Superior de Itabira (Funcesi), mesmo já tendo passado por grandes momentos de mudanças e transformações em sua existência — 16 anos e seis meses — vive agora talvez a maior de todas as expectativas de novas revoluções. O ano de 2010 parece ser o ápice de uma história que se constroi ainda, considerando as inovações surgidas no decorrer do tempo.
 
Em 6 e 7 de maio, a instituição promove o VI Seminário Estadual e I Nacional de Inovação na Gestão Pública Municipal, que abordará o tema “A Mobilização e a Participação da Sociedade Civil e da Cidadania Organizada na Construção de Cidades Inteligentes, Justas e Sustentáveis”. Entre os conferencistas e palestrantes já confirmados estarão presente o professor e doutor Fábio Duarte de Araújo Silva, a professora e doutora Solange Singer, o cientista social Francisco Graça de Moura, o professor e doutor André Luis Soares, professor e doutor Nilto Ignácio Tatto, o doutor Silvio Caccia Bava e o professor e doutor Luiz Alberto Gouvêa. A coordanação geral é do superintendente Elvécio Ribeiro Brasil com a participação de Francisco Graça Moura e José Carlos Fernandes de Lima.
 
Antes de chegar ao evento, há muito o que discutir e DeFato conversou com José Carlos Fernandes Lima, coordenador de Relações Sistêmicas e Desenvolvimento Institucional da entidade, sobre as novidades que vêm aí: a Funcesi será transformada em Centro Universitário, como anda a montagem do curso de Medicina e acerca das perspectivas de desenvolvimento da cidade nesse aspecto.
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO
 
A Funcesi se transforma em Centro Universitário. O que tal mudança acarreta na vida da instituição e de Itabira? Primeiramente, vale lembrar que o processo foi protocolado no Ministério de Educação (MEC) em julho de 2006. Além da luta, há resultados positivos que são antevistos, de acordo com José Carlos Fernandes: a Funcesi ganha prioridade na conquista que espera acontecer ainda este ano.
 
“O Centro Universitário vai facilitar, sem causar impacto na qualidade do ensino, a abertura de novos cursos, caso esses sejam requisitados pela comunidade”, afirmou o professor José Carlos. Além disso, para ele o mais importante será uma maior aproximação com a comunidade regional na instituição de programas que interessam ao desenvolvimento social.
 
Para justificar a mudança, a Funcesi conta com a Faculdade de Ciências Humanas de Itabira (Fachi), a Faculdade de Ciências Administrativas e Contábeis (Facci), a Faculdade Itabirana de Desenvolvimento das Ciências e Tecnologias (Fatec), a Faculdade Itabirana de Saúde (Fisa) e o Isei. São 11 os cursos que estão funcionando no momento e que têm o total de 2.200 alunos: Direito, Administração, Ciências Contábeis, Turismo, Engenharia Ambiental, Engenharia de Produção, Sistemas de Informação, Nutrição, Fisioterapia, Enfermagem, Biomedicina e Farmácia). Mais cinco são autorizados mas carecem de alunos, da área de Licenciatura: Ciências Biológicas, Geografia, História, Letras e Matemática.
 
FACULDADE DE MEDICINA
 
Uma pergunta que o itabirano e o morador da região quer saber: como andam as providências para montagem e funcionamento da anunciada Faculdade de Medicina de Itabira? Quem responde é o professor José Carlos, apontando para o principal item que considera básico: “Fazer o melhor pela cidade e pela região”. Informa ele que o processo está em elaboração, coordenado pela professora Flávia Pantuzza. Até junho deste ano esse processo, segundo ele, será protocolado no MEC. Daí para a frente, no seu entender, é continuar se preparando e acreditando que o tempo de trabalho da equipe de Brasília designada pelo MEC demore o tempo normal que se gasta nesse trabalho. Assim, Itabira pode ter um vestibular para Medicina em julho de 2011, esperam os dirigentes da Funcesi.
 
José Carlos antevê uma mudança radical em Itabira com a chegada do novo curso. Ele concorda que o fato de a Funcesi estar hoje à frente do Hospital Carlos Chagas (HCC) venha facilitar a criação da faculdade, mesmo porque, esclarece, é um dos itens de exigência do MEC. Importante no desenvolvimento social, o coordenador da Funcesi não descarta a participação do Hospital Nossa Senhora das Dores (HNSD) no esquema de funcionamento da saúde na preparação que está sendo feita pela Funcesi. A condição de cidade-polo se evidenciará, concorda José Carlos com o que dizem os entendidos no processo.

Sobre a expectativa de mensalidades altas para o curso, José Carlos antecipa que, realmente, elas são elevadas em virtude da cara estrutura exigida para funcionamento dos cursos. No Brasil, essas mensalidades variam entre R$ 3,5 a R$ 4 mil. O coordenador, no entanto, acena para a possiblidade de os alunos mais carentes recorrerem ao Programa Universidade para Todos (Prouni). No momento, segundo ele, a Funcesi atende a cerca de 220 alunos, ou seja, a 10% do total de seu corpo discente.

 
FUNCESI SOCIAL
 
Ao falar dos benefícios sociais implementados pela Funcesi no decorrer dos seus 16 anos e meio de existência, José Carlos evidencia os números que “falam” pelos resultados. Por exemplo, os cursos de Fisioterapia, Nutrição, Enfermagem e Farmácia proporcionaram o atendimento direto a 21.595 pessoas no período de março de 2007 a novembro de 2009.
 
E o coordenador não fica por aí. Lembra também os resultados mostrados pelo curso de Direito, com o Serviço de Atendimento Jurídico (SAJ): de 2003 a 2009, foram atendidas 15 mil pessoas em audiências e outros encaminhamentos judiciais.
  
SEMINÁRIO: DESENVOLVIMENTO DA PROGRAMAÇÃO

Dia 6 de maio
7h –                 Recepção aos participantes. Entrega de credenciais e materiais aos inscritos no evento.
 
8h30 –             Abertura oficial.
 
9h –                             Conferência Magna e Oficina Participativa do Prof. Dr. Fábio Duarte de Araújo Silva, Arquiteto e Urbanista pela Universidade de São Paulo (1994), Mestre em Multimeios pela Unicamp (1997) e Doutor em Comunicações e Artes pela Universidade de São Paulo (2000), foi pesquisador em Planejamento e Desenvolvimento Urbano e Regional na Université Laval (Canadá), e em Geografia na Université Paris 1 (França). É professor e diretor do Programa de Pós-Graduação e Mestrado em Gestão Urbana na Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Desenvolve pesquisas em Mobilidade Urbana e Redes. Tecnologias e Territorialidades. Em 2005 recebeu o Faculty Enrichment Award do Governo do Canadá. Autor de dezenas de artigos em periódicos científicos no Brasil, Europa e América Latina, é autor dos livros Arquitetura e Tecnologias da            Informação (Annablume/FAPESP, 1999), Crise das Matrizes Espaciais (Perspectiva/FAPESP, 2002) e O Tempo das Redes (Perspectiva, 2008).
 
TEMÁRIO –  Princípios Básicos da Gestão Urbana, Gestão Urbana na Sociedade da Informação, Governança e Redes Urbanas, Política Tecnológica e Política Urbana. Considerações gerais sobre a Cidade Multimídia de Montreal (Canadá).
 
 
10h30 –           Palestra / Exposição da Professora Doutora Helena Singer, que possui graduação em Ciências Sociais (1990), mestrado (1995) e doutorado em Sociologia pela Universidade de São Paulo (2000), com especialização em Sociologia dos Conflitos pela Universidade da Pensilvânia e pós-doutorado em Educação pela Universidade de Campinas (2008). É sócia fundadora do “Instituto de Educação Democrática Politeia” e Diretora Pedagógica da “Associação Cidade Escola Aprendiz.” Foi uma das criadoras da “Escola Limiar” e pesquisadora do Núcleo de Estudos da Violência da USP. Tem experiência na área de Sociologia, com ênfase em Direitos Humanos, atuando principalmente nos seguintes temas: democracia, escola, educação, conflitos e punição. Suas principais obras são “República de Crianças” (a ser relançado atualizado e ampliado pela Mercado de Letras) e “Discursos Desconcertados” (Humanistas/FAPESP, 2003).
 
TEMÁRIO – Educação Democrática, Escolas Democráticas e Bairro Escola nas duas vertentes: Desenvolvimento Integral de Crianças e Adolescentes e Modelo de Desenvolvimento Local, na Perspectiva de Construção de Cidades Inteligentes, Justas e Sustentáveis.
 
12h –               Intervalo para o almoço.
 
14h-                Exposição / Palestra do Cientista Social Prof. Francisco Graça de Moura, Consultor Internacional em Organização Social de Comunidades, em Gestão Municipal Democrática, em Gestão Social Sustentável e Gestão no Terceiro Setor. Especialista em Políticas Públicas Sociais Municipais. Presidente da FADESC – Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Social e Comunitário (Sul de Minas, Varginha). Consultor Especial da Funcesi – Fundação Comunitária de Ensino Superior de Itabira – MG.
 
 
TEMÁRIO – METODOLOGIA PARA IMPLEMENTAÇÃO DE UMA ORGANIZAÇÃO SOCIAL DE COMUNIDADES INOVADORA, CRIATIVA E TRANSFORMADORA PARA A CONSTRUÇÃO DE CIDADES INTELIGENTES, JUSTAS E SUSTENTÁVEIS.
 
 15h –   PAINEL INTEGRADO:
DESENVOLVIMENTO LOCAL, TECNOLOGIA E MEIO AMBIENTE
PAINEL I:        A experiência do Instituto de Permacultura e Ecovilas do Cerrado (Ecocentro IPEC). Desenvolvimento Ambiental. Soluções Sustentáveis. Esgotamento Sanitário sem desperdício de água e Fomentador da Produção de Alimentos Orgânicos. Elementos Básicos e Métodos Construtivos das Principais Técnicas Ecológicas de Construção.
PAINEL II –     Apresentação do Programa Vale do Ribeira, desenvolvido pelo ISA – Instituto Socioambiental, cujas linhas de atuação se apóiam na Gestão Ambiental Participativa, na Geração de Renda, Educação, Cultura, e no Desenvolvimento Sustentável das Comunidades Tradicionais.
                        PAINELISTAS
 
André Soares
 
Palestrante da Conferência Internacional Ethos 2009, que se realizou de 15 a 18 de junho de 2009, em São Paulo, André Soares foi um dos debatedores do painel temático “Inovações Tecnológicas como Base de uma Economia Sustentável”, no qual foi discutida a construção de uma economia com técnicas e padrões de produção não subordinados apenas à lógica do mercado e da rentabilidade financeira.
André Luis Soares é diretor de Pesquisa e Desenvolvimento do Ecocentro IPEC (Instituto de Permacultura e Ecovilas do Cerrado), organização fundada por ele e por sua esposa, a pedagoga australiana Lucy Legan, em Pirenópolis, Goiás. Criado em 1998, o Ipec é hoje uma referência em sustentabilidade no Brasil e no exterior. É um dos mais conceituados ambientalistas brasileiros e de renome internacional.
 
Nilton Tatto
Nilto Ignácio Tatto é um técnico conceituado e um administrador competente que coordena o Programa Vale do Ribeira, desenvolvido pelo ISA – Instituto Socioambiental e que tem como objetivo auxiliar na construção de políticas públicas com interfaces em recursos hídricos, naturais e comunidades tradicionais.
 
18h –               Encerramento das atividades do dia.



Dia 6 de maio
8h –                            Apresentação Institucional da Superintendência Negocial de Governo do Banco do Brasil para Minas Gerais, que abordará os programas e projetos da instituição financeira para o desenvolvimento local e regional sustentável, microcrédito e microcrédito orientado para os pequenos produtores e empreendedores comunitários, e usuários do PRONAF. O Banco do Brasil como agente de inclusão social e econômico da família e do cidadão. A relação Município / Banco do Brasil.
 
08h30 –           Conferência Magna do Doutor Silvio Caccia Bava, que é Sociólogo e Mestre em Ciências Políticas pela Universidade de São Paulo. É Coordenador Geral do Instituto Polis e editor do jornal Le Monde Diplomatique Brasil. É especialista e consultor em gestão pública, planejamento estratégico, formulação e avaliação de políticas públicas e desenvolvimento local. Foi coordenador do projeto de descentralização e participação da gestão pública do município de São Paulo para a gestão 2000-2004; coordenou o projeto “Políticas Nacionais de Apoio ao Desenvolvimento Local” em 2008; coordena atualmente o projeto “Novos Paradigmas de Produção e Consumo”; tem trabalhado os temas da gestão pública, do desenvolvimento local e dos territórios e publicado nesta área vários livros e artigos, tais como: “Desenvolvimento Local: uma alternativa para a crise social?”. São Paulo em Perspectiva, São Paulo, jul./set, 1996; “Novos Contornos da Gestão Local: Conceitos em Construção”. São Paulo: Instituto Pólis, 2002; “Experiências Inovadoras para uma nova Governança Democrática”. São Paulo, Instituto Pólis, 2005; “Mobilização Cidadã e Inovações Democráticas nas Cidades”. São Paulo, Instituto Pólis, 2005; “Mobilização Cidadã e Inovações Democráticas nas Cidades”. São Paulo, Instituto Pólis, 2005.79p; “Tecnologia Social e Desenvolvimento Local”, in Tecnologia Social: uma estratégia para o desenvolvimento. P.106-116; 2006.
TEMÁRIO –    Desenvolvimento Local. Gestão Pública. Descentralização e Participação da Gestão Pública. Mobilização Cidadã e Inovações Democráticas nas Cidades. Governança Democrática. Inovação na Gestão Pública Municipal e suas Interfaces com o Desenvolvimento Local.
 
 
10 h –              Exposição / Palestra do Professor e Doutor Luiz Alberto Gouvêa, que é Graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de Brasília (1979), com especialização em Metodologia do Ensino Superior (UNICEUB, 1982) e Planejamento Habitacional (UnB, 1983), mestrado em Planejamento Urbano pela Universidade de Brasília (1988), doutorado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo (USP, 1995) e pós-doutorado pela Universidade Politécnica da Catalunha (1999). Tem experiência na área Desenho Ambiental Urbano e de Planejamento Urbano e Regional, com ênfase em Estudos da Habitação. Desde 1993 é professor da Universidade de Brasília, onde coordena pesquisas sobre habitação, ensino, forma urbana sustentável e os projetos: “Projetando com a população – uma experiência de ensino pesquisa e extensão” e o projeto “Cidaderural”.
 
TEMÁRIO –    Planejamento Urbano. A Perspectiva Futura no Brasil da Construção de Cidades onde se utilize, se revitalize e se recicle o máximo possível e se invista, igualmente, na produção de novos Espaços Sustentáveis. Espaços Livres Urbanos. Produtos e Serviços Voltados para o Meio Ambiente.
 
11h30 –           ENCERRAMENTO OFICIAL DO SEMINÁRIO