Meteorologista alerta para fortes temporais em João Monlevade
Quinze dias depois do forte temporal que atingiu Monlevade causando destruição e mortes, a previsão é de que o município enfrente fortes pancadas de chuvas com intensidade superior às que caíram sobre a cidade na noite do último dia 9. O saldo da tragédia foi um prejuízo que ultrapassou R$ 1,6 milhão. Além de […]
Quinze dias depois do forte temporal que atingiu Monlevade causando destruição e mortes, a previsão é de que o município enfrente fortes pancadas de chuvas com intensidade superior às que caíram sobre a cidade na noite do último dia 9. O saldo da tragédia foi um prejuízo que ultrapassou R$ 1,6 milhão. Além de alagamentos em vários pontos da cidade, houve queda de muros, destruição de calçadas e a morte de três universitários que voltavam da faculdade.
O alerta de novos temporais é do hidrometeorologista da Cemig, Ruibran Januário dos Reis. Ele ministrou palestra durante a apresentação do Plano de Contingências da Cemig para o período chuvoso (veja abaixo). O encontro ocorreu na tarde de ontem, 24, no auditório da Prefeitura e contou com a presença do prefeito Gustavo Prandini (PV), vereadores e convidados.
Durante explicações sobre a previsão do tempo na região Leste de Minas Gerais, Ruibran dos Reis lamentou sobre a possibilidade de desastres naturais. “O número de desastres desse período chuvoso vai continuar ainda muito elevado porque coincide com a elevação da temperatura”, afirmou.
O meteorologista atribuiu ao fenômeno El Ninho (elevação da temperatura da água do mar) e ao aquecimento global, as causas relacionadas às mudanças climáticas em Minas Gerais. “Isso tudo pode gerar grandes temporais. É o que estamos esperando. Muito calor, temperaturas entre dois e três graus acima da média e grandes temporais no Estado”, alertou.
Diferente do que afirma o poeta Tom Jobim, “são as águas de março fechando o verão”, Ruibran garante que na região Leste de Minas a situação é diferente. Ele justificou que o período chuvoso no Estado tem início no mês de outubro com término em abril.
No entanto, em outras épocas do ano, ocorrências de temporais não estão descartadas. Ruibran lembrou da chuva de granizo que atingiu Bela Vista de Minas em 30 de agosto do ano passado. Ele também relembrou fenômeno semelhante que ocorreu em Monlevade no dia 17 de setembro de 2008.
Defesa Civil deve se preparar
Como os fenômenos naturais não podem ser contidos, Ruibran dos Reis fez também alerta para a Defesa Civil de Monlevade. “Podemos ver que até final de junho e julho do ano que vem vamos estar sob influência do El Ninho. Daí pra frente, a importância de a Defesa Civil ter um bom planejamento para o período chuvoso porque na verdade nós não sabemos o que pode acontecer a médio e a longo prazo. A curto prazo você consegue fazer uma previsão: dar um alerta de que um temporal está de deslocando. Mas as intensidades dos fenômenos estão muito acima do que nós observávamos no passado”, comentou.