Menino morre afogado em São Sebastião do Rio Preto
Rio Preto: um lugar de morrer na região. Basta querer, ir e não retornar
Um adolescente de 13 anos, Luiz Felipe Oliveira Carvalho, morreu afogado na Praia da Conquista, em São Sebastião do Rio Preto, na tarde deste sábado, 5 de setembro. O garoto estava na cidade, acompanhado de uma tia, como membro da Marujada de General Carneiro, Região Metropolitana de Belo Horizonte. Poucos minutos depois de seu desaparecimento nas águas do rio, cerca de 13 horas, seu corpo foi resgatado por banhistas que estavam nas proximidades. Ele era filho de André Luiz Cardoso Carvalho e Conceição Aparecida Ferreira Oliveira Carvalho, todos residentes em Belo Horizonte. Estava acompanhado por uma tia, cujo nome não foi revelado pelas autoridades.
A Marujada de General Carneiro, composta por alguns filhos de São Sebastião do Rio Preto que residem na região periférica de Belo Horizonte, comparece sempre nas festas de setembro na cidade. Assim como outros visitantes, normalmente eles chegam, não conhecem os perigos do rio, não são advertidos e morrem como inocentes no perigo que os locais com praias e cachoeiras oferecem.
As festas de Nossa Senhora das Vitórias, Divino Espírito Santo e do Rosário atraem turistas de todo o estado à cidade. O início antecipado do verão leva os visitantes ao rio. O fato é uma repetição enfadonha do que ocorre em todos os anos, não só em São Sebastião do Rio Preto, como em toda a região banhada pelos rios Preto, Santo Antônio e Peixe.
Os membros da Marujada enlutada retornaram a General Carneiro na manhã deste domingo, antes do final da festa.
NOTA DA REDAÇÃO: As cidades vizinhas de Itabira, aquinhoadas pela natureza com belos rios, praias e cachoeiras, além de não se conscientizarem do presente recebido gratuitamente, ainda cometem o grave erro de matar seus visitantes com horríveis surpresas. Um rio não é uma piscina, ele tem seus buracos e armadilhas. Qualquer um sabe disso em qualquer lugarzinho espalhado por aí.
Mas não aprendem. Todo ano a mesma coisa. Repetecos trágicos. Entra o verão ou esquenta o clima, os afoitos correm, às vezes com as famílias, levando consigo, ou adquirindo, no local, os ingredientes certo para facilitar o horror: a bebida alcoólica e a droga (maconha, crak, cocaína, etc.). Chegam crianças e adolescentes, como foi o fato deste sábado, e mergulham nas águas traiçoeiras como se estivessem na piscina do clube ou da própria casa. Minutos depois uma cidade inteira lamentando, mas acostumada, e uma ou mais famílias enlutadas.
Até quando isso vai ocorrer? Provavelmente até o final dos tempos. As autoridades e as comunidades merecem condenação, deveriam ir para o banco dos réus. Onde estão aqueles que se candidatam a defensores do povo? Não saberiam alertar antes, fazer campanhas, instalar placas, contratar salva-vidas e, enfim, montar um trabalho também voltado para a preservação do meio ambiente? Lamentável!