Minas terá 13 novas Pequenas Centrais Hidrelétricas em operação até 2013

Minas Gerais deu, nesta quarta-feira (12), mais um salto para o crescimento de sua capacidade de geração energética com a assinatura de dois protocolos para a instalação de 13 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs). O acordo, firmado entre o Governo de Minas e as empresas Omega Energia Renovável e Hidrotérmica, prevê investimentos de R$ 970 milhões […]

Minas Gerais deu, nesta quarta-feira (12), mais um salto para o crescimento de sua capacidade de geração energética com a assinatura de dois protocolos para a instalação de 13 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs). O acordo, firmado entre o Governo de Minas e as empresas Omega Energia Renovável e Hidrotérmica, prevê investimentos de R$ 970 milhões em fonte de energia renovável, limpa e sustentável. O documento foi assinado pelo secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Sergio Barroso, e representantes das companhias.
       
O secretário destacou que a implantação confirma que Minas Gerais, além de caixa d’água do País, é também a caixa energética. “Além da abundância de recursos naturais, Minas possui “uma das maiores companhias energéticas do mundo, uma autêntica player do mercado, que é a Cemig e que, no momento, encontra-se em fase de expansão de seus negócios, de olho nas grandes oportunidades para realizar novos investimentos”, frisou.
 
Sergio Barroso lembrou ainda que a Cemig vem dando uma grande contribuição ao processo de crescimento sustentado de Minas, sendo hoje considerada uma empresa modelo e respeitada pelos investidores com ações negociadas na Bolsa de Valores de Nova Iorque, desenvolvendo ainda projetos inovadores de pesquisa de novas fontes de energia.
 
Novos empreendimentos – Conforme o acordo, o empreendimento da Omega Energia Renovável prevê recursos da ordem de R$ 540 milhões, a serem aplicados, entre 2008 e 2010, na construção e implantação de 10 parques geradores de energia e exploração de sistemas de geração de energia. Para 2009, estão previstos aportes de R$ 200 milhões e outros R$ 300 milhões no ano seguinte.
As unidades serão instaladas nas regiões do Rio Doce, Mata, Central, Centro Oeste de Minas e Noroeste de Minas. Romeu Scarioli, presidente da Omega, ressalta que a intenção da empresa é privilegiar a mão-de-obra local em todos os projetos. “Vamos investir na capacitação de trabalhadores das respectivas regiões para que eles possam atuar na implantação das usinas e contribuir para movimentar a economia regional”, afirma, calculando a geração de 8.700 empregos no período de construção das PCHs, sendo 2.900 diretos e 5.800 indiretos.
 
A previsão é que, até dezembro de 2013, todas as usinas estejam em operação com a capacidade instalada de produção de 1.947.962 MWh/ano. O faturamento total previsto com as usinas em operação, a partir de 2013, é de aproximadamente R$ 200 milhões.
 
Com o início da operação previsto para o primeiro semestre de 2010, a primeira unidade da empresa em Minas será a PCH Pipoca, que terá potência instalada de 20 MW. O projeto, que totalizará o investimento de R$ 124 milhões, é uma associação entre a Omega, com 51% do empreendimento, e a Cemig com 49%.
 
Por sua vez, a Hidrotérmica trabalhará na implantação de três PCHs na região Central, cada uma com capacidade instalada de produção de 30 MW, totalizando 90 MW. Ao todo, estima-se que sejam investidos R$ 430 milhões. A execução do projeto se dará entre 2009 e 2011, quando as centrais devem entrar em operação.
 
Durante a fase de construção, serão empregadas cerca de 1.500 pessoas diretamente e outras 900 em postos de trabalho indiretos. No período de operação, haverá 150 empregos diretos e 90 indiretos. A previsão de faturamento é de R$ 66 milhões, em 2011, subindo para R$ 75 milhões, em 2012. Já a partir de 2013, esse valor será da ordem de R$ 78 milhões.
 
Segundo o presidente da Hidrotérmica, Ronaldo Bolognesi, a empresa deseja construir junto com o Governo de Minas um bloco de matriz energética limpa dentro da parceria preconizada pelo programa Minas PCH. “A decisão de investir no Estado levou em conta o caráter desenvolvimentista e o trabalho sério executado pela administração estadual”, destacou.