Ipatinga já tem cinco candidatos para a vaga de prefeito

Enquanto a data de uma nova eleição em Ipatinga não é definida, crescem as especulações sobre o nome dos candidatos ao Executivo municipal. Desde a última quarta-feira, quando o Tribunal Regional Eleitoral (TER) manteve a cassação do segundo colocado na eleição passada, o peemedebista Sebastião Quintão, a lista de possíveis candidatos não para de aumentar. […]

Enquanto a data de uma nova eleição em Ipatinga não é definida, crescem as especulações sobre o nome dos candidatos ao Executivo municipal. Desde a última quarta-feira, quando o Tribunal Regional Eleitoral (TER) manteve a cassação do segundo colocado na eleição passada, o peemedebista Sebastião Quintão, a lista de possíveis candidatos não para de aumentar. Cinco nomes já são ventilados na cidade. O último a entrar na disputa é o delegado Inácio Luiz Gomes de Barros, de 55 anos, que em 2000 concorreu à Prefeitura de Ipatinga, terminando as eleições em segundo lugar com 41.426, ficando atrás de Chico Ferramenta (PT), que se elegeu para o seu terceiro mandato com 49.474 votos. Ele seria candidato pelo (PP). “Não tenha dúvidas que meu nome estará à disposição em caso de nova eleição” disse.

O delegado vai ingressar na disputa, juntamente com a deputada estadual Rosângela Reis (PV), terceira colocada nas eleições de outubro, e à também deputada estadual Cecília Ferramenta (PT), esposa de Chico Ferramenta (PT), que terminou o pleito com maior número de votos, mas foi impedido de tomar posse por conta da cassação de seu registro de candidatura. Quem também pode aparecer na próxima disputa é o prefeito interino de Ipatinga, Robson Gomes (PPS), e Lene Teixeira, atual presidente do PT municipal.

Porém, nada está definido. Os advogados de defesa de Chico Ferramenta tentam impedir que uma nova eleição seja marcada pelo TRE antes que o Supremo Tribunal Federal (STF) analise o recurso que pede a posse do petista. A ação poderá ser julgada em agosto, após o recesso do Supremo. Os advogados de Ferramenta sustentam que o TRE e o TSE erraram ao não reconhecer o direito constitucional de Ferramenta registrar a sua candidatura. “As contas que foram julgadas insanáveis pela Justiça eleitoral ainda estão sendo apreciadas pela Justiça comum, no caso o STF, que tem a competência. Como uma pessoa pode ser condenada sem ser julgada?”, argumentou o advogado Vicente Costa, em referência às contas da administração de Ferramenta de 1990 a 1992 e 2000 a 2001, que foram consideradas insanáveis pela Justiça eleitoral.

Negociações

Por causa da possibilidade de uma nova eleição, partidos políticos e prováveis candidatos iniciaram a corrida eleitoral. PT, PV e PMDB se reuniram com suas bases aliadas na semana passada e devem aprofundar nas próximas semanas as negociações. Ninguém quer ser pego de surpresa ao ser definida a data para a eleição. “A posição do PT é de total confiança na posse do Chico Ferramenta, mas, caso uma nova eleição seja definida, meu nome está à disposição do partido”, disse Lene Teixeira, presidente do PT de Ipatinga. Dentro do partido ainda surge forte o nome de Cecília Ferramenta, que também aposta na posse do marido, mas se diz à disposição do PT.

Rosângela Reis sustenta a possibilidade de sua posse, já que os dois primeiros colocados nas eleições foram desclassificados. O PV apresentou recurso baseando na tese de que a legislação brasileira não exige a maioria absoluta de eleitores para que um candidato seja eleito prefeito e que os votos do primeiro colocado foram anulados. “Uma cidade importante como Ipatinga não pode viver um clima de incerteza como esse. É um prejuízo muito grande para a população”, disse Rosângela, que esteve em Ipatinga reunida com a executiva do partido.

Na semana passada, a executiva do PMDB também se encontrou com representantes dos partidos que apoiaram a candidatura de Sebastião Quintão. O encontro teve a participação de grupos ligados ao PSOL e ao PMN, que na última eleição lançaram candidatos à disputa majoritária. “Caso a decisão do TSE seja contrária ao nosso desejo de fazer o Quintão tomar posse, a nossa ideia é montar um grupo forte e fazer com que os moradores de Ipatinga possam ter mais tranquilidade sobre o futuro político”, comentou o coordenador do PMDB, Paulo Cesar Giulião.