Setor público reduz gastos com água, luz, telefone e café devido à crise
O impacto da crise internacional no mercado doméstico e a consequente queda na arrecadação levaram o Estado e os municípios a reverem suas metas para 2009. Com a receita menor, a ordem foi colocar o pé no freio para tentar evitar que as contas entrem no vermelho. Vale tudo para manter o orçamento equilibrado, desde […]
O impacto da crise internacional no mercado doméstico e a consequente queda na arrecadação levaram o Estado e os municípios a reverem suas metas para 2009. Com a receita menor, a ordem foi colocar o pé no freio para tentar evitar que as contas entrem no vermelho. Vale tudo para manter o orçamento equilibrado, desde cortar horas extras, regular o cafezinho até adiar obras. A redução de despesas chegou também aos Poderes Legislativo e Judiciário.
No Governo do Estado, a secretária de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena, disse que uma previsão menor do PIB levou o governador Aécio Neves a adequar o custeio da máquina para uma economia de R$ 430 milhões (água, luz, telefone, diárias, gasolina, cafezinho, tudo que é para manutenção do dia-a-dia). Porém, o governador vai manter todos os investimentos previstos, no valor de R$ 11 bilhões.
O Governo Estadual cortou horas extras desde 2003, como explicou o vice-governador Antonio Augusto Anastasia: “Horas extras nós não temos. Estabelecemos um banco de horas para evitar a hora extra, que acaba, no serviço público, sendo inadequada. Ela é própria do regime da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), das empresas privadas”. Anastasia disse que o Estado está preparado para combater a crise. Mas ressaltou que, no momento de queda da receita, todas as medidas são levantadas e identificadas.