Passagem aérea deve ficar mais barata em um mês

Em um mês os brasileiros devem encontrar passagens aéreas para o exterior com preços reduzidos. "Ainda não há novos preços, mas eles podem se igualar ao novo piso em alguns voos já no próximo mês", diz o diretor da TAP para a América Latina, Mário Carvalho. Os descontos foram liberados pela Agência Nacional de Aviação […]

Em um mês os brasileiros devem encontrar passagens aéreas para o exterior com preços reduzidos. "Ainda não há novos preços, mas eles podem se igualar ao novo piso em alguns voos já no próximo mês", diz o diretor da TAP para a América Latina, Mário Carvalho.

Os descontos foram liberados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) de forma gradual: 20% imediatamente, 50% daqui a três meses e 80% em seis meses. A partir de abril de 2010 não haverá mais preço mínimo.

Air France, United Airlines e American Airlines ainda não têm previsão de quanto reduzirão os preços de suas passagens.

Hoje, há pisos definidos pela agência para cada país. Se os descontos autorizados forem praticados na íntegra, a passagem para os Estados Unidos pode baixar de US$ 708 para US$ 143 (cerca de R$ 315) em três meses.

O presidente da Associação Brasileira das Agências de Viagem em Minas Gerais (Abav-MG), José Maurício Gomes, diz que as empresas devem usar os descontos para aquecer as vendas em baixa temporada. Ele lembra que a liberação das tarifas para a América do Sul, em setembro do ano passado, possibilitou a realização de várias promoções.

Desigual. Em nota, a Tam diz que "a concorrência fomenta a oferta de melhores serviços aos clientes", mas diz que as novas regras criarão concorrência desleal entre empresas brasileiras e estrangeiras e colocam empresas nacionais "em risco".

"Da maneira como está sendo proposta, a liberação impõe às empresas brasileiras concorrência em condições desfavoráveis perante as congêneres estrangeiras, principalmente no que diz respeito à carga tributária, além de custos agregados à operação logística e de importação", diz a nota.

O diretor de assuntos internacionais da Abav, Leonel Rossi, teme o impacto no mercado de turismo interno e na Tam. "Não acreditamos em grandes quedas, porque as empresas têm custos e dividendos a pagar. Mas tememos tentativa de dumping pelas companhias internacionais, que podem reduzir suas tarifas, inviabilizando operações da Tam. É uma ilusão uma viagem ao exterior por US$ 300", afirma.