BR-381 é cheia de armadilhas
Condições precárias, erosões e manutenção deficiente se somam a sinalização degradada e, em muitos casos, mal posicionada para criar ambiente propício a acidentes
No km 387, a ponte que começou a ser construída na década passada não foi concluída. Resultado: ferragem exposta e parte da mureta destruída. Mas o perigo maior está na serra que divide São Gonçalo do Rio Abaixo e João Monlevade. Uma enorme erosão engoliu parte do asfalto no sentido Vitória. O imenso buraco, numa curva do km 376, pega motoristas de surpresa, principalmente os de veículos pesados, que rodam na pista da direita. Evidenciando o risco, uma das placas de advertência colocadas no local foi derrubada por uma carreta.
A erosão está justamente no trecho que pode ser eliminado da BR-381, caso o projeto do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) saia do papel. O órgão pretende construir uma variante de 54 quilômetros entre São Gonçalo do Rio Abaixo e Nova Era. O novo traçado será em linha reta e contará com pelo menos dois túneis, além de pontes. Sua execução, porém, não está garantida, já que não há consenso entre o Dnit e a Agência Nacional de Transportes Terrestres sobre o futuro da estrada