Lojistas apostam na inovação para aumentar as vendas de janeiro
A tradicional liquidação de janeiro foi encarada por alguns comerciantes de Itabira como uma oportunidade de atrair a atenção do consumidor de forma diferente e aumentar as vendas do mês, considerado fraco para o comércio. As lojas Cor e Tom e Raquel Calçados são algumas que fugiram dos tão comuns descontos em percentuais no […]
A tradicional liquidação de janeiro foi encarada por alguns comerciantes de Itabira como uma oportunidade de atrair a atenção do consumidor de forma diferente e aumentar as vendas do mês, considerado fraco para o comércio. As lojas Cor e Tom e Raquel Calçados são algumas que fugiram dos tão comuns descontos em percentuais no valor da venda e estudaram uma maneira diferente de atrair o consumidor.
Na Cor e Tom, a estratégia adotada foi “pague dois, leve três”. A cada dois produtos adquiridos – vale para qualquer marca, modelo ou categoria – a loja dá o terceiro de brinde. Já na Raquel Calçados, a promoção se aliou à responsabilidade social. O cliente pode trazer um par de sapatos velhos, trocar por um novo e receber 50% de desconto sobre o custo total. “É uma forma que encontrei de ajudar também pessoas que precisam”, disse Raquel Saúde Souto, sócia-proprietária da empresa.
Ambas as iniciativas parecem ter dado certo. Maurício Martins, da Cor e Tom, (e presidente da CDL) disse que as vendas estão boas. “Este mês não é muito bom para o comércio. Uma novidade sempre faz bem”, afirmou, lembrando que as contas de início de ano (IPVA, IPTU) comprometem bastante o orçamento do consumidor, fazendo com que ele pense mais na hora de consumir.
Acima do esperado
Raquel, da Raquel Calçados, se surpreendeu com a iniciativa e disse que “esperava um retorno bom, mas obteve um resultado ótimo”. Em um mês, ela afirma que conseguiu mais de 400 pares de sapatos usados que serão doados a instituições sociais da cidade. Tamanho sucesso fez com que ela prorrogasse a promoção solidária – que se encerraria no final deste mês – até o Carnaval. “As lojas de Teófilo Otoni, Nanuque e Teixeira de Freitas [BA] também aderiram”, reiterou.
Podem copiar a ideia
No final da entrevista, Raquel disse que, ao contrário de grandes marqueteiros, que não gostam de ver sua ideia copiada, outros comerciantes podem adotar a medida e adaptá-la ao seu ramo de atuação. “Quem quiser, pode ajudar também, usando trocas parecidas com blusas, calças ou mesmo sapados”, disse. “Ajudar quem precisa sempre será uma iniciativa louvável”.