Secretaria de Saúde promove Dia Mundial de Combate à Hanseníase em Itabira

A Secretaria Municipal de Saúde, em parceria com a Unimed e o Rotary Clube promove amanhã (24/01) uma mobilização para lembrar o Dia Mundial de Combate à Hanseníase. Durante toda a manhã, profissionais da Secretaria Municipal de Saúde, Unimed e voluntários do Rotary irão distribuir panfletos informativos, fazer avaliações preliminares de manchas – primeira manifestação […]

A Secretaria Municipal de Saúde, em parceria com a Unimed e o Rotary Clube promove amanhã (24/01) uma mobilização para lembrar o Dia Mundial de Combate à Hanseníase. Durante toda a manhã, profissionais da Secretaria Municipal de Saúde, Unimed e voluntários do Rotary irão distribuir panfletos informativos, fazer avaliações preliminares de manchas – primeira manifestação da doença – e encaminhamentos de casos suspeitos à rede municipal de saúde. O evento será das 8 às 13 horas, na avenida Mauro Ribeiro e deve mobilizar aproximadamente 25 pessoas.
 
A ação tem como objetivo alertar as pessoas para o risco de contaminação e diagnóstico tardio. E é, justamente o diagnóstico tardio, o desafio para a saúde pública, pois casos em que a detecção ocorre em estágios mais avançados da doença podem levar a complicações, como deformidades nas mãos, nos pés e nos olhos. “Por isso, a necessidade de ampliar a divulgação de informações, para que o paciente seja diagnosticado cada vez mais cedo”, enfatiza a equipe técnica do programa de combate à hanseníase da Secretaria Municipal de Saúde.
 
Em Itabira, assim como no Estado de Minas Gerais, os casos de hanseníase têm recuado ao longo dos anos. No ano passado, foram notificados oito novos casos da doença em Itabira. A proporção média recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é de um caso para cada grupo de 10 mil pessoas. Com uma população em torno de 110 mil habitantes, em Itabira, os números estão bem abaixo do mínimo recomendado pela OMS.
 
A hanseníase é uma doença infecciosa, de evolução crônica (muito longa) causada por um microorganismo que acomete principalmente a pele e os nervos das extremidades do corpo. A doença tem um passado triste, de discriminação e isolamento dos doentes, que hoje já não existe e nem é necessário, pois ela pode ser tratada e curada.
 
A transmissão se dá de indivíduo para indivíduo, por germes eliminados por gotículas da fala e que são inalados por outras pessoas penetrando o organismo pela mucosa do nariz. Outra possibilidade é o contato direto com a pele através de feridas de doentes. No entanto, é necessário um contato íntimo e prolongado para a contaminação, como a convivência de familiares na mesma residência. Daí a importância do exame dos familiares do doente de hanseníase.
 
TRATAMENTO
Em Itabira a Secretaria Municipal de Saúde mantém, na Policlínica, um programa de prevenção, combate e tratamento da hanseníase. Integram o programa uma enfermeira, uma médica dermatologista e duas auxiliares de enfermagem.
Casos suspeitos de hanseníase são detectados nas unidades de Programa de Saúde da Família (PSF) e encaminhados para a Policlínica. Em situações cujos exames laboratoriais confirmem a doença, o usuário é encaminhado para tratamento – na própria Policlínica –, que pode durar entre seis e 12 meses.

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