Transmissão da doença de Chagas está erradicada em Minas

Desde 2002, Minas Gerais conquistou a erradicação da transmissão da doença de Chagas pelo Triatoma infestans, certificada pela Organização Panamericana de Saúde, o que sinaliza o controle definitivo da doença. No Estado, em 2008, até outubro, foram capturados e examinados cerca de 14 mil tipos de barbeiros. Desse total, apenas 186 tiveram resultado positivo para […]

Desde 2002, Minas Gerais conquistou a erradicação da transmissão da doença de Chagas pelo Triatoma infestans, certificada pela Organização Panamericana de Saúde, o que sinaliza o controle definitivo da doença. No Estado, em 2008, até outubro, foram capturados e examinados cerca de 14 mil tipos de barbeiros. Desse total, apenas 186 tiveram resultado positivo para Trypanosoma cruzi, protozoário causador da doença de Chagas, o que representa uma infecção natural de 1,30%.

Nos anos anteriores, o baixo índice de infecção se repete. Pesquisa realizada, de 1989 a 2006, em 408 municípios mineiros e com 34 mil amostras de soros humanos, apontou para um controle definitivo da doença. Menos de 1% das amostras apresentou resultado positivo, o que demonstra a ausência de infecção recente ocasionada pela picada do barbeiro.

Da mesma forma que em Minas, o Brasil, desde 2006, recebeu uma certificação da Organização Mundial de Saúde pela erradicação da transmissão da doença de Chagas pelo Triatoma infestans. Segundo o gerente de Vigilância Ambiental, Francisco Lemos, os avanços registrados em Minas e no Brasil demonstram que não há retorno do principal transmissor.

A maioria dos óbitos, cerca de 99,88%, acontece em portadores da doença de forma crônica, maiores de 20 anos, o que significa que são remanescentes do período em que a transmissão vetorial não havia sido interrompida.

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