Gerdau quer ter mina de ferro na Bahia

O Grupo Gerdau quer explorar minério de ferro no sertão na Bahia. A empresa entrou com um pedido junto ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) da Bahia para pesquisar uma jazida do mineral na região de Jussiape, a 760km de Salvador.   Segundo Teobaldo de Oliveira Júnior , chefe do DNPM na Bahia, a […]

O Grupo Gerdau quer explorar minério de ferro no sertão na Bahia. A empresa entrou com um pedido junto ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) da Bahia para pesquisar uma jazida do mineral na região de Jussiape, a 760km de Salvador.
 
Segundo Teobaldo de Oliveira Júnior , chefe do DNPM na Bahia, a empresa prevê investir US$ 20 milhões nessa fase de investigação. A Gerdau confirma o interesse, mas não dá detalhes sobre o inestimento. A companhia informa que está fazendo estudos para avaliar a viabilidade econômica de instalar um empreendimento na área de mineração no local.

A exploração de ferro na Bahia é parte de um plano estratégico da Gerdau. A companhia compra hoje 70% do minério que consome. Como o preço do ferro subiu 189% nos últimos cinco anos, todas as grandes siderúrgicas estão partindo para a auto-suficiência, seja por aquisição de minas já existentes ou descobertas de novas reservas, como é o caso de Jussiape.

A Gerdau quer inverter essa conta até 2010. A meta é que, até lá, 80% do consumo saia das reservas próprias. No ano que vem, a relação deverá passar dos atuais 30% para 45%. A demanda da empresa é de 9,4 milhões de toneladas por ano. Suas reservas em Minas Gerais estão estimadas em 1,8 bilhão de toneladas de aço nas jazidas de Miguel Burnier, Várzea do Lopes, Gongo Soco e Dom Bosco – compradas da siderúrgica Barra Mansa, controlada pelo grupo Votorantim.

O grupo Gerdau já aplicou US$ 90 milhões em suas reservas e separou mais US$ 120 milhões para esse fim nos próximos dois anos.

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) foi a pioneira entre as brasileiras a manter uma mina de ferro, a Casa de Pedra, em Minas Gerais. Segundo o último relatório de resultados da empresa, de 2006, a jazida produziu 13,5 milhões de toneladas naquele ano – metade foi consumido pela CSN.

Pólo

A Bahia virou um novo pólo de mineração no País. Em 2000, o DNPM recebeu 1546 requerimentos de pesquisa mineral. No ano passado, era xx vezes maior. A expectativa do DNPM é que esse número ultrapasse 8 mil.

A pesquisa é o primeiro passso para retirar minério de uma jazida. A mineradora só consegue a concessão depois de apresentar um estudo de viabilidade econômica e de impacto ambiental.