Minas só recebeu 10,48% do total de recursos para recuperar rodovias
Enquanto 1.102 pessoas morreram nas estradas federais que cortam Minas Gerais no ano passado, os investimentos em melhorias nas condições de tráfego são mera peça de ficção. Apesar de a previsão orçamentária da União contemplar a maior malha viária do país com R$ 235,6 milhões para obras de manutenção, os recursos usados em 2008 têm […]
Enquanto 1.102 pessoas morreram nas estradas federais que cortam Minas Gerais no ano passado, os investimentos em melhorias nas condições de tráfego são mera peça de ficção. Apesar de a previsão orçamentária da União contemplar a maior malha viária do país com R$ 235,6 milhões para obras de manutenção, os recursos usados em 2008 têm “status de gorjeta”. Apenas 10,48%, ou seja, R$ 24,7 milhões da verba prevista, foram liberados e usados e quem esperou ansiosamente pela viagem de férias tem de encarar a precariedade das pistas, falta de sinalização e os incontáveis buracos.
Na BR-116, o excesso de mato nas laterais da rodovia, perto de Engenheiro Caldas, no Vale do Rio Doce, é um perigo para motoristas. Na 040, no trecho Belo Horizonte/Conselheiro Lafaiete, no sentido Rio de Janeiro, a situação do asfalto é lastimável, incluindo total ausência de segurança no Viaduto Vila Rica, que a cada dia perde um pedaço da sua mureta de concreto.
O percentual de investimentos da Superintendência do Departamento Nacional de Infraestrutura de Minas Gerais (Dnit-MG) está abaixo da média nacional, que é de 15,8%. Para o país, o planejamento do ano passado contemplava R$ 3,32 bilhões, mas apenas R$ 509 milhões foram repassados para obras de conservação, restauro e sinalização. A falta de condições adequadas de tráfego é um dos fatores que contribuem para a carnificina nos feriados de fim de ano, que coincidem com o período chuvoso. De acordo com balanço da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Minas Gerais lidera isolado o ranking de mortes no Natal e no réveillon. Em apenas 15 dias, houve 89 mortes no estado, enquanto o segundo colocado – Rio de Janeiro – registrou 33.