Preço do aço deve declinar somente em fevereiro
O preço do aço só cairá no mercado interno a partir de fevereiro de 2009, conforme projeção otimista de especialistas e consultores do setor siderúrgico. Se ocorrerem, serão os primeiros reajustes no país desde que a crise financeira internacional ganhou força em setembro e acarretou impactos na demanda pela commoditie. Porém, enquanto o valor no […]
O preço do aço só cairá no mercado interno a partir de fevereiro de 2009, conforme projeção otimista de especialistas e consultores do setor siderúrgico. Se ocorrerem, serão os primeiros reajustes no país desde que a crise financeira internacional ganhou força em setembro e acarretou impactos na demanda pela commoditie.
Porém, enquanto o valor no restante do mundo despenca, no Brasil ainda não houve sinal de reajuste por parte das empresas. A queda seria de aproximadamente 20%, de acordo com eles. A estabilidade atingida nos meses de outubro, novembro e dezembro no país teria sido garantida graças à "extrema" redução da produção nos últimos três meses.
Para o consultor do setor siderúrgico, Otto Andrade, os preços ficaram estáveis em função da opção das siderúrgicas do país pela "adequação" da produção à brusca queda das demandas interna e externa. "Para manter o preço o setor demitiu e abafou altos-fornos em todo o Brasil, visando retrair a produção", afirmou.
Entre janeiro e fevereiro as cotações iniciarão o declínio, porém abaixo do que ocorreu com a produção, que apresentou retração de cerca de 30% em três meses de crise financeira internacional, conforme Andrade.
Segundo ele, a situação de redução de preços será influenciada também pela retomada dos níveis de produção. Seria operacionalmente arriscado ultrapassar um certo limite de tempo com os altos-fornos operando muito abaixo da capacidade, como acontece hoje.
"Entre março e abril os equipamentos voltam à marcha. Os altos-fornos foram dimensionados para atingir o volume operacional de 100% a 110%. Se ficam no patamar de 60% a 70% durante muito tempo começam a gerar riscos e prejuízos", ressaltou Andrade.
Além disso, as reduções do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para a indústria automobilística começaram a dar fôlego nas vendas de veículos, uma vez que os tributos foram quase zerados em alguns casos. Segundo Andrade, em breve os estoques das montadoras serão reduzidos e a produção deverá ser retomada em níveis quase que normais.
A estabilidade do preço do aço no país seria relativa, devido aos atuais patamares do dólar, valorizado frente ao real. Conforme o analista da SLW e especialista no setor siderúrgico, Pedro Galdi, se compararmos os dois mercados, o preço da tonelada da bobina a quente está cotado a US$ 650 no exterior, sendo que no país está na faixa de R$ 2 mil.