Mesmo com a Lei Seca em vigor, BRs mineiras matam mais que no país

As mortes nos seis meses de vigência da Lei Seca aumentaram 3,1% em Minas Gerais. De janeiro a 20 de dezembro deste ano, 588 pessoas morreram nas rodovias do Estado, contra 570 no mesmo período do ano passado. O número de acidentes teve acréscimo de 6,2%. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o movimento observado […]

As mortes nos seis meses de vigência da Lei Seca aumentaram 3,1% em Minas Gerais. De janeiro a 20 de dezembro deste ano, 588 pessoas morreram nas rodovias do Estado, contra 570 no mesmo período do ano passado. O número de acidentes teve acréscimo de 6,2%. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o movimento observado em Minas foi diferente do país, onde houve redução de 5,5% no número de mortos. Além disso, 541 motoristas foram presos dirigindo embriagados em Minas e o número de autuações, no valor de R$ 957, chegou a 763.

Em todo o país, foram 3.881 motoristas flagrados dirigindo com sinais de embriaguez nos seis meses de vigência da Lei Seca. O assessor de Comunicação da PRF em Minas, inspetor Aristides Júnior, atribui o aumento de ocorrências nas estradas mineiras ao fato de o Estado ter a maior malha rodoviária do país – 14 mil quilômetros. “A fiscalização no interior é deficitária, com muitas rodovias passando pelas cidades, o que dificulta a polícia de prender os infratores”, alega.

De janeiro a 20 de dezembro deste ano, morreram nas rodovias de Minas 1.043 pessoas, número 1,95% superior se comparado com o mesmo período de 2007. Já os acidentes, neste ano, são 8,26% maiores que em 2007, e, o de feridos, 3,24% – passou de 12.999 no ano passado para 13.421 neste ano.