Minério terá queda de preço; Vale segue fazendo demissões

A suspensão da produção de mais duas pelotizadoras da Companhia Vale do Rio Doce (Vale) no porto de Tubarão, no Espírito Santo, abrirá espaço para mais demissões na cadeia produtiva da mineradora, conforme representantes de sindicatos dos trabalhadores do setor. Das sete unidades da empresa, apenas três estão operando, uma vez que outras duas plantas […]


A suspensão da produção de mais duas pelotizadoras da Companhia Vale do Rio Doce (Vale) no porto de Tubarão, no Espírito Santo, abrirá espaço para mais demissões na cadeia produtiva da mineradora, conforme representantes de sindicatos dos trabalhadores do setor. Das sete unidades da empresa, apenas três estão operando, uma vez que outras duas plantas haviam suspendido a produção no dia 5 de novembro.

Representantes das entidades pretendem ir ao Espírito Santo até a próxima sexta-feira para tentar um posicionamento da mineradora em relação às paralisações e à possibilidade de ocorrerem novos cortes em decorrência das medidas anunciadas.

Enquanto isso, as demissões nas minas da companhia continuam, segundo o presidente do Sindicato Metabase de Belo Horizonte, Sabará, Brumadinho e Nova Lima, Sebastião Alves de Oliveira. Apenas ontem foram 24 novas desligamentos, totalizando 94 na região. No caso de terceirizados, os cortes já teriam atingido 3,5 mil postos.

Conforme o presidente do Sindicato Metabase de Mariana, José Horta Costa, 10% dos 400 funcionários da mina de Água Limpa, em Rio Piracicaba, da Baovale (joint venture da Vale com a Shanghai Baosteel) entrarão em férias coletivas a partir do primeiro dia de janeiro.