Valério não cumpriu exigências da Vigilância Sanitária e corre risco de ser fechado
Agentes fizeram vistoria em todas instalações
O prazo estipulado pela Vigilância Sanitária para o Valério se adequar às normas de funcionamento acabou ontem, 10 de novembro, mas o clube não conseguiu cumprir totalidade das exigências estipuladas no dia 23 de outubro. No termo de intimação, o VEC precisava limpar rigorosamente as piscinas e todos os banheiros, trocar os azulejos quebrados, recolocar ralos, pintar, higienizar as áreas internas e externas e retirar o lixo. Segundo a vistoria feita nesta terça-feira, 11 de novembro, apenas alguns pontos receberam limpeza. As demais solicitações não foram atendidas.
Na época haviam sido interditadas as piscinas e, caso não fossem cumpridas as metas de limpeza e manutenção, o clube poderia ser fechado. A chefe de Departamento de Vigilância em Saúde, Tereza Andrade, disse que vai se reunir com representantes do clube para discutir as medidas a serem tomadas.
Funcionários que estiveram presentes durante a vistoria de hoje explicaram que o problema ficou mais sério com a falta de energia. “Sem luz, não tem como limpar as piscinas”, disse um dos colaboradores. Além do parque aquático, os banheiros, as saunas e outros departamentos do clube estão sem condições de uso. “Eles se auto-interditaram”, afirmou Tereza.
Dengue
Os agentes vistoriaram também a água das piscinas para verificar a presença de larvas do mosquito da Dengue. Segundo eles, mesmo em paralisação, os funcionários estão aplicando veneno contra proliferação do mosquito e não houve indícios de presença do Aedes aegypti.
Durante todo o dia, uma equipe gerenciada por Roberto Quintão, coordenador de ações de combate à Dengue, fará uma operação pente-fino em todas as instalações do Valério. O resultado do trabalho será incluído no relatório da visita técnica da Vigilância Sanitária e será discutido no encontro com os dirigentes do clube. A reunião ainda não tem data definida.