Para Cristovam Buarque, política educacional no Brasil não é colocada como vetor do progresso
Senador defendeu propostas nacionais para a educação
Piso salarial igual para todos os professores, carreira nacional de Magistério, política federal de qualidade escolar e movimento pela educação foram alguns pontos defendidos pelo senador Cristovam Buarque, durante o primeiro Fórum de Educação Básica, promovido pela Funcesi em Itabira. O evento acontece nesta quinta-feira, 30, durante todo o dia e teve, na parte da manhã, a participação do senador, ícone da educação, como personagem principal. Depois de palestrar, Cristovam respondeu perguntas do auditório e se posicionou a respeito da política educacional no Brasil e sobre o presidente da república: “Lula não consegue colocar a educação como vetor do progresso”, declarou.
Na platéia, o prefeito João Izael, de Itabira; Raimundo Barcelos, de São Gonçalo; a secretária de educação, Maria Alice, vereadores, professores, diretores de escolas e centenas de defensores da educação ouviram atentos às palavras do senador que, com riqueza de detalhes, expôs sobre o tema abrangendo também a educação superior. Cristovam disse que investir em educação, principalmente básica, é como uma poupança: depois que os filhos crescem, eles colhem os frutos.
Apesar de afirmar que o presidente é um homem da economia e não da educação, Buarque disse que Lula é um gênio. “Temos um presidente com pouca escolaridade. Mas nunca tivemos um presidente com tamanha competência. Ele consegue transformar informações técnicas de diversas áreas de maneira que o povo entenda”, disse, ao falar sobre concurso e cargos de confiança no setor público.
Universidade de graça
A respeito da educação superior, Cristovam defendeu um ministério exclusivo. O educador lembrou que o Brasil tem profissionais sobrando ao passo que está faltando outros como professores. Como proposta, o senador declarou que interessados em se formar em áreas que o país está precisando, deveriam estudar de graça. Uma das maneiras de concretizar tal medida, é, para Cristovam, a ampliação do ProUni, programa de bolsas universitárias do governo federal.
No final de sua participação, o senador disse: “o Brasil tem de ser produtor de inteligência”. Depois de terminada a primeira parte do evento, Buarque se dirigiu ao foyer do auditório para autografar seu livro “O Que é Educacionismo”, lançado durante a programação.