TST deve decidir sobre implantação de turno fixo da Vale
Na próxima quinta-feira, 14 de agosto, nove ministros do Superior Tribunal do Trabalho (TST), em Brasília, vão decidir se a Vale deve ou não implantar o turno fixo de oito horas nas minas que ainda funcionam com a jornada de seis horas. A informação é do vice-presidente do Sindicato Metabase – e que acompanha a […]
Na próxima quinta-feira, 14 de agosto, nove ministros do Superior Tribunal do Trabalho (TST), em Brasília, vão decidir se a Vale deve ou não implantar o turno fixo de oito horas nas minas que ainda funcionam com a jornada de seis horas. A informação é do vice-presidente do Sindicato Metabase – e que acompanha a movimentação junto ao TST – Carlos Roberto de Assis Ferreira (Carlão).
Ferreira informou que o sindicato entrou com um dissídio de natureza jurídica contra a intenção da empresa, no dia 23 de julho, data em que a Vale emitiu um comunicado dizendo que a experiência foi um sucesso em outras áreas.
O Metabase afirma que a mudança de horário vai aumentar o número de acidentes e doenças ocupacionais, uma vez que a mineração é uma atividade de alto risco. “As pessoas que trabalharem a noite, vão ficar só neste período e pode aumentar o risco de acidentes. Isso sem falar que ele não terá vida social”, disse Ferreira.
Na audiência do dia 29 de julho, os ministros do TST sugeriram que o sindicato fizesse uma assembléia para saber a opinião dos funcionários da Vale. De acordo com o Metabase, 97% dos trabalhadores votaram contra a proposta da mineradora, no dia 2 de agosto.
Vale
A Vale afirma que a mudança será positiva e já funciona em outras regiões desde fevereiro de 2008 sem reclamação dos sindicatos. Sobre as negociações, a Vale explica que algumas decisões são de gestão da empresa. A implantação do horário fixo é uma destas situações. O assunto não é objeto de negociação. O que acontece, segundo o comunicado, é que os empregados são convidados pela empresa a manifestar por escrito a sua preferência de horário.