A Associação das Mães, Pais e Amigos dos Autistas de Itabira iniciou as atividades por meio de um grupo no Whatsapp

O objetivo do grupo é promover o bem-estar das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA)

A Associação das Mães, Pais e Amigos dos Autistas de Itabira iniciou as atividades por meio de um grupo no Whatsapp
Foto: arquivo pessoal
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O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) engloba desordens do desenvolvimento neurológico presentes desde o nascimento ou começo da infância. Pessoas com essa condição podem apresentar déficit na comunicação ou interação social. Por outro lado, o diagnóstico de TEA pode ser acompanhado de habilidades impressionantes.

Em 2021, um grupo de pais de autistas, de Itabira, que se comunicavam por meio de um grupo no Whatsapp, teve a ideia de criar uma associação que representasse a todos eles. Nascia, assim, a Associação das Mães, Pais e Amigos dos Autistas de Itabira (AMA). A diretora da entidade, Luciana Mendonça, foi quem ficou à frente desse projeto. A ideia era reunir o maior número de interessados, a fim de compartilhar experiências, conhecimentos e fortalecer o grupo.

A associação sem fins lucrativos, tem como missão promover o bem-estar das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) por meio da disseminação da informação a pais, familiares, colaboradores e sociedade em geral. Segundo a presidente da AMA, Maria Helena Moreira da Silva, é necessário preocupar- -se com o amanhã.

“Almejamos construir um futuro que ampare nossos filhos e filhas e proporcione a eles maior independência, bem como a integração dos autistas à sociedade”, disse.

Ainda sem sede própria, a AMA mantém-se de recursos fornecidos pela própria diretoria formada por: Maria Helena Moreira da Silva, presidente; Renata Almeida Assis, vice-presidente; Luciana Figueiredo de Mendonça, secretária; Rejane Perucci, diretora financeira; e os conselheiros Cleyciqueley Araújo de Castro Martins; Gabriela Machado Drummond Penna; e Adriano Oliveira Duarte. Atualmente, seis membros da diretoria trabalham de forma efetiva e voluntária.

As reuniões acontecem mensalmente, mas segundo Maria Helena os pais dos autistas sempre estão conversando e trocando ideias no grupo do Whatsapp. E foi dessas conversas que surgiu a ideia para o primeiro encontro de autistas de Itabira.

Maria Helena em momento de descontração com o filho e o marido. Foto: arquivo pessoal

Marco histórico

Com realização da associação, o evento aconteceu no dia 2 de abril de 2022, dia Mundial da Conscientização do Autismo. A data foi marcada por rodas de conversa e compartilhamento de vivências para pessoas com TEA e familiares. Além disso, teve momentos de recreação com atividades como: pintura facial, bichinhos de balões, pula-pula, casinha de bolinhas, algodão-doce, carrinho de pipoca, picolé e sorteio de brindes.

O primeiro encontro de autistas também marcou uma conquista importante: a emissão da Carteira de Identificação do Autista (CIA). Em maio de 2022, por indicação do vereador Bernardo Rosa, a Prefeitura de Itabira apresentou a Lei Municipal nº 5.276/21, sobre a criação da CIA.

A Secretaria de Assistência Social, responsável pela emissão da carteirinha, ressaltou – à época – que foi uma ótima oportunidade para os portadores do TEA que ainda não possuíam o documento. A carteirinha busca garantir atenção integral, prioridade no atendimento e no acesso aos serviços públicos e privados, em especial, nas áreas de saúde, educação e assistência social. A CIA é válida em todo o município. De acordo com a Lei Federal nº 12.764/12, para todos os efeitos, a pessoa portadora de TEA é legalmente considerada pessoa com deficiência.

Novos passos

Em sua busca por ajudar aqueles que precisam de apoio e informação, a AMA tem realizado um projeto em parceria com a Secretaria de Educação da cidade de Santa Maria de Itabira. A iniciativa visa conscientizar a adaptação da comunidade escolar e familiares das pessoas com TEA, às necessidades das crianças e adolescentes.

“A lei estabelece que a escola deve se adaptar ao aluno com deficiência, polo evidentemente hipossuficiente na relação entre educador e educando, e não o contrário. É preciso que governos e prefeituras se mobilizem para estudar o espectro autista e promover ações concretas nas escolas”, afirma Maria Helena.

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