A vergonhosa — mas realista — missão do Cruzeiro até junho

É fundamental engatar uma sequência de vitórias na Série A e garantir a classificação às oitavas da Libertadores

A vergonhosa — mas realista — missão do Cruzeiro até junho
Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Após um ótimo 2025, o Cruzeiro manteve a base do seu time titular — recusando, inclusive, propostas pesadas por seu principal artilheiro, Kaio Jorge — e fez contratações pontuais para o elenco. A principal delas é Gerson, um dos reforços mais caros da história do futebol brasileiro. Movimentações que indicavam um 2026 ainda melhor.

Mas a saída inesperada de Leonardo Jardim jogou tudo para o alto e trouxe como consequência uma fila de erros cometidos pela gestão de Pedro Lourenço. O principal deles a chegada de Tite, que trouxe impactos terríveis para o clube em diferentes âmbitos.

Um atraso que começa a ser remediado só agora, com o time sob o comando de Artur Jorge. Na batuta do técnico português, o Cruzeiro conquistou suas primeiras vitórias no Brasileirão e estreou bem na Libertadores. Mas ainda passa longe de convencer o torcedor.

Por ora, pelo menos até a pausa do futebol brasileiro para a Copa do Mundo, a missão da Raposa deve ser uma só: sobreviver. É fundamental engatar uma sequência de vitórias na Série A e garantir a classificação às oitavas da Libertadores.

Desta forma, Artur Jorge teria o respiro necessário para utilizar o período da Copa para recuperar a equipe técnica, tática e, sobretudo, fisicamente. Salta aos olhos o déficit do Cruzeiro neste último aspecto. Mesmo em dias de vitória, como no domingo (12), o despreparo físico da equipe, que tanto chamou a atenção na “Era Leonardo Jardim”, fica escancarado.

Era essa a expectativa do torcedor para 2026? Longe disso. Mas é o real — e preocupante — cenário deste momento. Para voltar a sonhar alto, a Raposa deverá ativar o modo sobrevivência.

Sobre o colunista

Victor Eduardo é jornalista e escreve sobre esportes em DeFato Online.

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