Mesmo depois do cumprimento da ordem judicial de reintegração de posse no aglomerado Drummond, em Itabira, executada nessa terça-feira, dia 2 de agosto, cerca de 40 famílias permanecem acampadas em frente à Prefeitura. Na semana passada, algumas barracas foram desfeitas, mas a maioria continua.
Segundo o procurador jurídico municipal, Gilberto Magalhães, os líderes do extinto aglomerado pediram uma reunião com o Executivo, mas a conversa só irá adiante se os manifestantes desistirem do acampamento.
Os protestantes, no entanto, dizem que não vão arredar o pé. Alguns até afirmam que pretendem ficar no local por, pelo menos, mais um ano. Segundo Gilberto, o caso segue na Justiça. Tão logo as primeiras barracas se instalaram no local, no dia 25 de maio deste ano, a Prefeitura entrou com ação contra o manifesto.
A decisão do juiz foi parcialmente favorável aos sem-terra e o processo seguiu para o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). O agravo do município também não foi acolhido a nível estadual e o caso voltou a tramitar em Itabira. Agora, a possibilidade de reunião entre prefeitura e líderes do extinto Drummond está condicionada ao fim do acampamento – mais uma vez.