Adolf Hitler e Benjamin Netanyahu jogam no mesmo time de genocidas

A persistência sanguinária de Bibi explicita um objetivo muito claro: o extermínio em massa do povo palestino. O mundo presencia passivamente a nova “Solução Final”

Adolf Hitler e Benjamin Netanyahu jogam no mesmo time de genocidas
Benjamin Netanyahu – Foto: Reprodução/Vídeo/Instagram/@b.netanyahu

Vamos rememorar o pontapé inicial da nova faceta da eterna situação explosiva do Médio Oriente. Em 7 de outubro de 2023, as páginas de história da região foram, mais uma vez, rasuradas com marcas de sangue. Este acontecimento não é inédito. Os registros da área sempre apresentam a perturbadora mancha escarlate. Mas, no citado dia, um bando de psicopatas invadiu o território do estado de Israel. Na ocasião, o grupo Hamas cometeu as maiores atrocidades contra a população civil. Os terroristas assassinaram cidadãos de diversas nacionalidades, estupraram mulheres e sequestraram indefesos cidadãos. Uma sequência de crimes hediondos com pitadas de atrevimento.

No mesmo momento, o governo judeu retaliou com dureza necessária e suficiente. Uma reação previsível e justa. A estupidez dos invasores teve adequada resposta. E não poderia ter sido diferente. Afinal, os criminosos colocaram em xeque-mate a soberania judaica. Naquele instante, as mortes de civis na Faixa de Gaza foram previsíveis “acidentes de guerra”. E ponto. A partir daí, contudo, a coisa degringolou.

As manobras seguintes escancararam o oportunismo político do primeiro-ministro Benjamim “Bibi” Netanyahu. O facínora explicitou toda a sua fúria. As investidas, a esmo, não distinguem esconderijos de malfeitores, residências familiares e hospitais. Os incertos bombardeios estraçalham mulheres, crianças, idosos e enfermos. Como se vê, as principais vítimas são seres naturalmente vulneráveis. Uma circunstância agrava ainda mais a catástrofe. O serviço de inteligência israelense (o Mossad) é um dos mais eficientes do planeta. Esta equipe de espionagem opera com precisão cirúrgica. Localiza e elimina inimigos com incomparável eficiência. Na Faixa de Gaza, porém, esta excelência bélica desapareceu.

Até agora, a aleatória chacina custou a vida de cerca de 100 mil pessoas — praticamente a população de Itabira. E pior. Mesmo com esse gigantesco empilhamento de cadáveres, o Hamas continua praticamente ileso. A persistência sanguinária de Bibi explicita um objetivo muito claro: o extermínio em massa do povo palestino. O mundo presencia passivamente a nova “Solução Final”. Esta desumanidade recebe uma definição muito clara nas literaturas de conflitos inter-raciais: genocídio.

Agora, use a memória seletiva (ou qualitativa) e responda à seguinte indagação: alguma outra personagem, na trajetória da humanidade, fez uso do mesmo modus operandi de Benjamin Netanyahu? Sim. O austro-alemão Adolf Hitler é xerox do premier israelita (ou vice-versa). O ditador nazista tentou varrer os judeus da face da Terra e, para isto, promoveu a maior carnificina de todos os tempos (o Holocausto) nos famigerados campos de concentração. O Fuhrer, sem dúvida, foi a besta mais insana que já perambulou pela superfície deste asteroide. Netanyahu não é muito diferente. Para o “líder” sionista, os fins justificam os meios. A eliminação de todos os palestinos é a meta primordial da sua sórdida missão.

O fim do massacre, no entanto, parece estar muito próximo e a tentativa de solução veio do inesperado. Por incrível que pareça, o bufão Donald Trump colocou na mesa um “atraente” plano de paz. Na política, todavia, não existe propósito sem causa. Na verdade, o vaidosíssimo Orange sonha ganhar o Prêmio Nobel da Paz. Prêmio Nobel da Paz para Trump? Pasmem! Seria a desmoralização definitiva da instituição.  Mas, atenção. O republicano não é o único cúmplice de Benjamin no morticínio  de Gaza. O democrata Joe Biden também desempenhou este papel com desenvoltura. Como se vê, não há virgens na zona boêmia. Vamos repetir com pragmatismo. Na geopolítica, todos os atores são gatos do mesmo balaio. Ou melhor, todos são ratos do mesmo esgoto.

Sobre o colunista

Fernando Silva é jornalista e escreve sobre política em DeFato Online.

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