Advogada ré por racismo volta à Argentina e diz que”Lei no Brasil é muito severa”
Agostina foi acusada de injúria racial após proferir ofensas a funcionários de um bar em Ipanema
Após retornar ao país de origem na quarta-feira (1º), autorizada pelo TJRJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), depois de pagamento de R$ 97 mil, equivalente a 60 salários mínimos, a advogada argentina Agostina Páez, ré por racismo, disse nas redes sociais e confirmado pela imprensa local, ter se arrependido de como reagiu a toda situação e, questionada sobre o que passou no Brasil, reforçou que a lei do Brasil em relação à injúria racial é muito severa.
“A verdade é que não sei; é uma lei do Brasil que é muito severa“, disse Agostina a canais argentinos.
Agostina foi acusada de injúria racial após proferir ofensas a funcionários de um bar em Ipanema, na terça-feira (31).
O pagamento de uma caução foi realizado por sua defesa e, de acordo com a decisão da Justiça, a argentina em que manter seu endereço residencial atualizado e todos os seus contatos, principalmente telefone e e-mail, permanentemente atualizados nos autos do processo.
Em seu habeas corpus, o desembargador Luciano Silva Barreto revogou todas as medidas cautelares anteriormente impostas à ré, como o comparecimento mensal em juízo, a proibição de se ausentar do país e o uso de tornozeleira eletrônica para seu monitoramento, relatando no documento que a fase de colheita de provas e depoimentos já havia terminado, não justificando mais sua presença física no país para o andamento do processo.
Barreto destacou ainda que existem tratados entre o Brasil e a Argentina que permitem a extradição e a transferência de presos, o que garante que a lei penal possa ser aplicada mesmo que a infratora esteja em seu país.
A CNN entrou em contato com a defesa de Agostina Páez, mas não recebeu retorno até esta publicação. O espaço segue aberto.




