“Alerta” de censura rende discussão na Câmara de Monlevade

Proposta da Prefeitura é que imóveis públicos não poderão ser usados para realização de shows, apresentações ou eventos com caráter político

“Alerta” de censura rende discussão na Câmara de Monlevade
Vereadores assinam documento para derrubar decreto da prefeita – Foto: Cíntia Araújo/DeFato Online

O que tem pautado as reuniões ordinárias da Câmara de João Monlevade são projetos e discussões polêmicas. A última, realizada nesta quarta-feira (23), não foi diferente.

A Prefeitura encaminhou ao Legislativo o projeto de Lei 1.087/2019, que regulamenta o uso de bens imóveis públicos na cidade. Basicamente, quando houver algum evento particular em um dos imóveis citados no projeto, será cobrado uma taxa pelo uso. Os imóveis são: anfiteatro Antônio Gonçalves, no Centro Educacional de João Monlevade; auditório da sede da Prefeitura; ginásio Poliesportivo Li Guerra; parque de Exposições do Areão; estádio Municipal Louis Ensch; praça do Povo; campos de futebol e praças.

Tentativa de censura

Contudo, um artigo da proposta foi alvo de discussão. É que o artigo 9º destaca que os imóveis citados não poderão ser usados para realização de shows, apresentações ou eventos que causem constrangimento ou ultraje ao pudor e com caráter político. O artigo é tido como uma tentativa de censura às manifestações contrárias ao atual governo. O alerta foi dado pelo vereador Gentil Bicalho (PT).

O petista foi o único que votou contrário à proposta. Ele ainda criticou a burocratização do acesso aos bens públicos. Já os vereadores Belmar Diniz (PT), Thiago Titó (PDT) e Guilherme Nasser (PSDB) foram favoráveis ao projeto em primeiro turno, No entanto, eles reiteraram o compromisso de alterar o artigo para votação da proposta em segundo turno. Isso porque os três se manifestaram contrários ao artigo.