ALMG aprova aporte de R$ 158 milhões para auxiliar estudantes que precisam da merenda escolar

Verba, prevista em projeto de suplementação do orçamento do MP, beneficiará famílias de estudantes com aulas suspensas

ALMG aprova aporte de R$ 158 milhões para auxiliar estudantes que precisam da merenda escolar
Reunião extraordinária foi realizada de maneira remota – Foto: Sarah Torres/ALMG

Assembleia Legislativa (ALMG) aprovou, nesta terça-feira (14), em turno único, um crédito suplementar de R$ 158 milhões ao orçamento do estado. A proposta, apresentada ao Parlamento Mineiro pelo governador Romeu Zema (Novo), visa garantir alimentação aos estudantes da rede pública estadual que ficaram sem a merenda escolar por conta da pandemia do novo coronavírus.

O auxílio vai ser concedido por meio de recursos destinados ao Fundo Especial do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e, ainda, ao Fundo Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor, também gerido pelo Ministério Público. A votação foi feita de forma remota, utilizando recursos eletrônicos, de áudio e vídeo, conforme regras definidas excepcionalmente pela Assembleia, em razão da necessidade de isolamento social. O projeto foi aprovado por 69 deputados que participaram a distância da reunião.

Originalmente, o projeto previa a suplementação de R$ 40 milhões. A mudança proposta por Romeu Zema ampliou para os R$ 158 milhões aprovados. A suplementação orçamentária do Fundo Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor será de até R$ 77 milhões. Já no caso do Fundo Especial do Ministério Público, a suplementação será de até R$ 81 milhões.

Conforme justificativa do governador, o objetivo é assegurar recursos para assistência às famílias responsáveis por estudantes da rede pública de ensino, cujas aulas foram suspensas como medida impositiva recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde

“Além de manter o projeto original, (o substitutivo) visa também atender a estudantes e respectivos familiares em todo o território do Estado que, por diversos motivos, necessitam do acesso à merenda escolar como meio complementar ou até principal de seus sustentos”, afirma o parecer.