ALMG aprova volta da “geral” no Mineirão; vistoria destaca desafios no gramado do estádio
A proposta segue agora para sanção ou não do governador Romeu Zema (Novo), que tem até 15 dias para decidir sobre o texto
A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou em 2º turno, na quarta-feira (20), o Projeto de Lei (PL) 3.319/2025, de autoria do deputado Bruno Engler (PL), que autoriza a retirada de cadeiras dos setores do estádio Mineirão, permitindo torcedores assistirem aos jogos em pé — com ingressos com preços reduzidos —, a chamada “geral”. A proposta segue agora para sanção ou não do governador Romeu Zema (Novo), que tem até 15 dias para decidir sobre o texto.
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Visita técnica reforça dois eixos do debate: festa nas arquibancadas e qualidade do gramado
Na quinta-feira (21), a Comissão de Esporte, Lazer e Juventude da ALMG, presidida pelo deputado Coronel Henrique (PL), realizou uma visita técnica ao Mineirão. O objetivo foi duplo: avaliar a viabilidade da retirada das cadeiras no setor “Amarelo” e conferir a situação do gramado, frequentemente criticado por atletas e comissões técnicas.
Estavam presentes representantes da Minas Arena (concessionária que administra o Mineirão), da Federação Mineira de Futebol (FMF), da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH), da Emater-MG e do Cruzeiro Esporte Clube.
Setor Amarelo: cultura e segurança
Segundo o deputado Coronel Henrique, “a retirada das cadeiras no setor ‘Amarelo’ devolve aos torcedores interessados a experiência de acompanhar o jogo de pé, de maneira mais efusiva, sem atrapalhar aqueles que pretendem ficar sentados”. Ele também ressaltou a frequência de quebra de assentos como fator de prejuízo financeiro.
Marcone Barbosa, diretor de Marketing e Comercial do Cruzeiro, detalhou que o clube suporta, em média, R$ 20 mil por partida em danos causados no setor.
Otávio Goes, gerente técnico da Minas Arena, explicou que um parecer externo já foi solicitado e enviado ao Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG). A adaptação seria viável apenas nos níveis inferiores dos setores “Amarelo” e “Laranja”, com cerca de 7.000 lugares em cada um, devido às exigências estruturais de inclinação e largura dos degraus, além das barras antiesmagamento obrigatórias. E que a operação — retirada e reinstalação de cadeiras para a Copa do Mundo Feminina de 2027 — pode custar cerca de R$ 900 mil.
Gramado em questão
Lucas Pedrosa, responsável técnico pelo campo, destacou que o calendário esportivo intenso, somado aos dias curtos do inverno — especialmente entre maio e julho — compromete substancialmente a manutenção do gramado. A cobertura do estádio agrava o sombreamento na porção norte.
Como medida, adotou-se a técnica de overseeding (semeadura de grama de inverno), e a Emater-MG conduziu testes como base para um laudo técnico a ser entregue posteriormente.




