Alunos de Itabira visitam Estação Ambiental de Peti, em São Gonçalo
As atividades da semana comemorativa ao Dia da Árvore, promovida pela Sociedade Ambiente Vivo Itabira (Savi) e seus parceiros, foram encerradas ontem, 21, (Dia da Árvore) com uma viagem à Estação Ambiental de Peti, no município de São Gonçalo do Rio Abaixo. Participaram da visita técnica 71 pessoas, maioria alunos das escolas Antônio Camilo […]
As atividades da semana comemorativa ao Dia da Árvore, promovida pela Sociedade Ambiente Vivo Itabira (Savi) e seus parceiros, foram encerradas ontem, 21, (Dia da Árvore) com uma viagem à Estação Ambiental de Peti, no município de São Gonçalo do Rio Abaixo. Participaram da visita técnica 71 pessoas, maioria alunos das escolas Antônio Camilo Alvim, Cese e Apae. O presidente da ONG, Jean Charles, coordenou a excursão, acompanhado de representante da Itaub, agentes da Polícia Militar e um guia especializado, responsável por informar aos estudantes sobre a reserva.
Dentro da estação de Peti, mantida pela Cemig há mais de 25 anos, funciona também a usina hidrelétrica que fornece energia para diversas cidades de Minas. O passeio ecológico começou com uma visita ao Mirante do Cruzeiro – local de onde se tem uma vista parcial dos aproximadamente 1.600 hectares de área preservada – e prosseguiu pela usina; barragem do rio Santa Bárbara; centro de pesquisa; centro de manejo e reprodução de animais; trilha para cegos entre outros.
Para Jean, o momento foi único e fundamental para levar ao conhecimento dos alunos a importância da conscientização sobre o meio ambiente. “É preciso conhecer para preservar. Considero esta viagem como uma oportunidade de vivenciar na prática a questão ambiental. Um dos nossos objetivos é fazer com as que pessoas conheçam espécies de nossa flora que em Itabira já estão extintas. Aqui têm desde remanescentes de Mata Atlântica a Pau-Brasil”, explica.
Sargento Veríssimo, da Polícia Militar Ambiental, disse que possui uma parceria com a estação e leva para o local animais apreendidos de forma ilegal em Itabira e região. “Às vezes os animais possuem um alto grau de domesticação e não podem ser reintroduzidos direto na natureza. Então, quando não os levamos direto para o IBAMA, trazemos para cá, onde há toda estrutura de triagem, acompanhamento e atendimento de recuperação”, disse.
Rafael Resende Silva, que foi o guia da turma, é medico veterinário e responsável pela recuperação e reintrodução destes animais no habitat natural. Segundo ele, Peti recebe cerca de 700 apreensões por ano, sendo que 90% são aves. “Grande parte deles [animais] chegam machucados, desnutridos e mau tratados. Mas recebem toda atenção que merecem”, contou, ao apresentar ao grupo diversas espécies, inclusive algumas que só existem na reserva.
Pesquisas
A Estação de Peti, além de ser uma reserva de proteção e local de constantes visitações, (recebe escolas de todo estado praticamente todos os dias) também é uma área de pesquisas ecológicas. Segundo Rafael, diversos estudos de mestrados e doutorados já foram realizados no local, que hoje é referência no Brasil.