Ampari critica local escolhido para Centro de Castrações Municipal
Centro de Castrações funciona na localidade de Borrachudo, próximo à área do aterro municipal
A Associação Municipal de Moradores Protetores dos Animais da Região de Itabira (Ampari) emitiu nota nesta sexta-feira, 28 de outubro, criticando o local escolhido para instalação do Centro de Castração Municipal. A estrutura foi construída na área do aterro sanitário, na localidade de Borrachudo, entre Itabira e o distrito de Senhora do Carmo. Para a entidade, essa situação deixa uma “mensagem subliminar de que cachorro é lixo”.
A nota da Ampari foi emitida após reportagens de DeFato Online sobre o Centro de Castrações (leia aqui e aqui). Uma das matérias informou que os atendimentos no local, inaugurado há um mês, ainda são tímidos, por causa da ausência da carrocinha. De acordo com a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos, o veículo só começou a rodar nesta semana. Na mesma matéria, foi afirmado que o Centro de Castrações era uma reivindicação também da Ampari.
A entidade, no entanto, afirmou que “em nenhum momento teve participação na criação do Centro de Castração Municipal”. “É importante frisar que o local onde o centro foi construído e está em funcionamento apresenta uma série de problemas no que se refere a saúde pública”, diz o início da nota assinada pela Ampari.

Confira, na íntegra, a nota distribuída pela Ampari:
“A AMPARI – Associação Municipal de Moradores Protetores dos Animais da Região de Itabira vem a público esclarecer que em nenhum momento teve participação na criação do Centro de Castração Municipal. É importante frisar que o local onde o centro foi construído e está em funcionamento apresenta uma série de problemas no que se refere a saúde pública.
– O centro foi construído dentro do aterro sanitário da cidade, o que facilita a possibilidade da desova de animais, caso sejam realizadas eutanásias sem necessidade comprovada. Áreas de depósito de lixo não são recomendas para construções.
– O local é de difícil acesso para a população em geral – O que dificulta a fiscalização e acompanhamento da situação dos animais pela população e protetores da cidade.
– Fica próximo a uma região de mata fechada, com matéria orgânica exposta (lixo), sendo um local favorável a proliferação de mosquitos transmissores da leishmaniose.
– Foi divulgada a informação de que o pós-operatório teria duração média de 5 dias, o que na maior parte dos casos não é suficiente.
– Dificuldade em promover adoções no local, uma vez que é de difícil acesso à população em geral, não há transporte coletivo. Além de ser um ambiente insalubre para acesso dificultando ainda o processo de educação da população quanto à adoção e o trato responsável e humanizado dos animais, deixando uma mensagem subliminar de que cachorro é lixo.
Lembramos a todos que o nosso compromisso com a saúde da população e com defesa do direito dos animais é nossa maior bandeira”.