Antes de cometer suicídio, mulher deixou senha de celular e contatos do ex-companheiro
Mãe e filha foram encontradas sem vida dentro de um carro sem placas na MG-129
O delegado de Polícia Civil, Paulo Henrique, que investiga o caso da mãe que matou a filha e suicidou em Itabira, informou que a mulher deixou a senha do celular pessoal e três números de telefone do ex-companheiro e pai da criança. As informações estavam na porta lateral do carro em que as vítimas foram encontradas. Segundo o delegado, o telefone celular foi apreendido e passará por perícia.
O crime aconteceu na noite de quarta-feira, 5 de agosto, na MG-129, próximo ao trevo de acesso ao campus da Unifei. As investigações indicam que Marly Alves Almeida, 31 anos, matou a filha Isabela Almeida, de 7 anos, com dois tiros no tórax, e depois cometeu suicídio com um tiro na cabeça.
O pai da criança mora em Itabira e já foi identificado pela Polícia Civil. Por causa da tragédia, o delegado afirmou que os investigadores ainda não o entrevistaram. Isso deve acontecer em breve. Uma mensagem enviada por Marly a amigas, que está circulando nas redes sociais, também está em poder da Polícia Civil.
O delegado detalhou ainda que, quando os policiais militares encontraram o carro – ainda com o motor funcionando – ambas as vítimas já estavam sem vida. A criança encontrava-se no banco de trás com duas perfurações na região do tórax. A mãe estava no banco do motorista. Segundo a perícia técnica, a mãe encostou a arma no peito da menina antes de atirar pela primeira vez. Depois efetuou outro disparo. Questionado se a criança poderia estar dopada, o delegado disse que amostras de sangue foram colhidas, mas o resultado ainda não saiu. Os peritos não identificaram no local indícios de resistência da criança.
Os disparos, tanto o primeiro, que foi dado com a arma encostada no peito da vítima, quanto o segundo, transfixaram o corpo da menina e o banco do veículo.
Motivação
A Polícia Civil informou que Marly teve um relacionamento com o pai de Isabela por oito anos. No início de 2015, eles se separaram, mas não de forma amigável. “Não posso afirmar se a motivação foi essa”, disse o delegado. “É um indicativo muito próximo daquele primeiro caso, em janeiro”, declarou.
O caso
Marly e Isabela foram encontradas mortas na noite de quarta-feira, 5 de agosto, na região do Distrito Industrial de Itabira. Elas estavam dentro de um Prisma branco, sem placas, estacionado na MG-129, próximo ao trevo de acesso ao campus da Unifei. O revólver calibre 38 usado no crime ainda estava na mão de Marly. A arma tinha quatro capsulas deflagradas e uma picotada.
Informações colhidas no local deram conta de que a mulher teria passado o dia com amigas e, por volta das 18 horas, saiu e não foi mais vista. Marly ainda enviou um áudio de despedida a pessoas conhecidas. A Polícia Militar foi acionada assim que as amigas de Marly receberam o áudio e fez rastreamentos para encontrar o veículo, mas o Prisma só foi encontrado horas depois, quando era tarde demais para evitar a tragédia. Corpos de mãe e filha serão sepultados nesta sexta-feira, no Cemitério da Paz, em Itabira.