Apae discute inclusão de excepcionais em escolas regulares

Diretora da Apae de Itabira é contra inclusão forçada de alunos excepcionais

Apae discute inclusão de excepcionais em escolas regulares
A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), de Itabira, moveu um abaixo-assinado para evitar a obrigatoriedade de  inclusão dos alunos da entidade em escolas regulares. A Apae considera que essa inclusão deve ser construída gradativamente e quando for de desejo da família e dos alunos.

A determinação de que os alunos excepcionais devam freqüentar as escolas comuns está no Projeto de Lei 8035 de 2003, do Plano Nacional de Educação. Uma Audiência Pública acontece hoje na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para debater a proposta. O abaixo-assinado da Apae de Itabira foi encaminhado à ALMG.

“Estamos sensibilizando a comunidade a assinar, pois se os alunos forem inseridos nas escolas comuns, não faz sentido a Apae existir. O que pedimos através dos abaixo-assinados é que as famílias e talvez até o aluno possa escolher onde ele quer estudar. Inclusão é mais do que ir lá na escola e cumprir uma carga horária, mas ter vínculos reais, convivência”, declara Maria da Glória Eisemberg, diretora da entidade em Itabira.

A diretora diz que não deseja que a decisão do pai ou do aluno de ir para uma escola regular parta de um conjunto de normas, mas sim deles próprios. Porém, ela afirma ver dificuldades quando algum aluno resolve ir para uma escola regular, onde ele quer ser igual, mas devido a inúmeros fatores, isso nem sempre acontece. Ainda segundo Maria da Glória, não é que o aluno especial não aprenda, mas se aprende no tempo dele, e as escolas não estão preparadas para isso.

“Na hora que a gente fala, muitos não concordam, mas os alunos não estão prontos para irem para as escolas comuns, pois achamos que o processo deve ser construído paulatinamente”, reforça Maria da Glória.