Após aneurisma, atleta dá exemplo de superação e completa Volta da Pampulha
Patrícia Mara, de 34 anos, continua participando de corridas de rua após sofrer um aneurisma hemorrágico
A atleta Patrícia Mara, de 34 anos, deu exemplo de superação ao completar a XXI Volta Internacional da Pampulha no último final de semana. A moradora da cidade de Bela Vista de Minas se recupera de um aneurisma hemorrágico que levou a perda de todos os movimentos do lado esquerdo do corpo.
Apesar do trauma sofrido ter ocorrido em 2009, Patrícia ainda vive com as sequelas deixadas pelo aneurisma. Entretanto, ela não desistiu do sonho de se entregar ao esporte. Hoje, a atleta coleciona conquistas de percursos inteiros concluídos usando como suporte uma órtese, aparelho externo, e uma bengala.
Formada em Filosofia pela Unileste, Patrícia é educadora e teve os primeiros sintomas do aneurisma enquanto estava lecionando em sala de aula. Segundo ela, todo o movimento do lado esquerdo foi perdido, juntamente com a paralisia facial.
“Fiz três cirurgias na cabeça e fiquei mais de três meses na cadeira de rodas. Superei muita coisa, mas ainda não recuperei todo os movimentos, por isso uso os equipamentos para participar da corridas de rua”, conta a atleta.
Patrícia já participou de diversas corridas depois do trauma, inclusive em Itabira. Ela conta que completou o percurso da Volta Internacional da Pampulha pela segunda vez, cerca de 18km. Além desta competição, a atleta também participou duas vezes da Corrida Rústica Piramon de Rio Piracicaba (15 km), da Meia Maratona de Belo Horizonte e São Paulo (21 km), além da Meia Maratona de Aço em Coronel Fabriciano (21km).
“Hoje sou paratleta de corrida de rua. O esporte é o que me faz levantar da cama todos os dias. Sempre carrego comigo esta frase: “A limitação está na mente”!”, destaca Patrícia.
Aneurisma
De acordo o Ministério da Saúde, aneurisma é a dilatação anormal de uma artéria. Um aneurisma pode se romper e causar uma hemorragia ou permanecer sem estourar durante toda a vida. Os aneurismas podem ocorrer em qualquer artéria do corpo, como as do cérebro, do coração, do rim ou do abdômen. Os do tipo cerebral e da aorta torácica e abdominal apresentam altas taxas de mortalidade.
Causas:
Dessa forma, o aneurisma surge pelo enfraquecimento ou defeito da parede arterial. A pessoa pode nascer com o problema ou adquiri-lo, a partir de fatores como hipertensão (não controlada com medicamentos), tabagismo ou traumatismo (golpes ou ferimentos penetrantes).
Sintomas:
Aneurismas pequenos costumam ser assintomáticos. Quando crescem, podem comprimir uma estrutura cerebral e provocar sintomas que variam conforme a área do cérebro afetada. A intensidade dos sintomas está diretamente relacionada com o tamanho e a extensão do sangramento. Os mais comuns são dor de cabeça súbita, náuseas, vômitos, perda da consciência. Sangramentos abundantes podem ser fatais.




